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	<title>iG - Blogs e Colunistas &#187; Mundo</title>
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	<description>Lista completa de todos os blogs e colunas presentes no portal iG</description>
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		<title>Lula recebe Mahmoud Ahmadinejad em Brasília</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 15:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fronteira Livre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que iniciou assim a viagem sul-americana que o levará ainda a Bolívia e Venezuela.
Ahmadinejad chegou a Brasília procedente do Senegal e se encontrou com Lula no Palácio do Itamaraty, onde fazem uma reunião de trabalho e encerrarão um encontro que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que iniciou assim a viagem sul-americana que o levará ainda a Bolívia e Venezuela.</p>
<p>Ahmadinejad chegou a Brasília procedente do Senegal e se encontrou com Lula no Palácio do Itamaraty, onde fazem uma reunião de trabalho e encerrarão um encontro que contou com a participação de cerca de 300 empresários de ambos os países.</p>
<p><img src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/97b09_TRMvd1095589.jpg" alt="" /></p>
<p>A agenda de Lula e Ahmadinejad começou com um encontro privado, seguido por assinatura de atos e declaração à imprensa. Os dois presidente então almoçam juntos e encerram o 3º Encontro Empresarial Brasil-Irã. A passagem por menos de 48 horas do iraniano ao Brasil já motivou inúmeras manifestações em todo país.</p>
<p>Além do encontro com Lula, o presidente iraniano também será recebido pelos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e por representantes do Grupo de Amizade Parlamentar Brasil &#8211; Irã. Está previsto ainda discurso no Instituto de Educação Superior Brasília, segundo a embaixada iraniana.</p>
<p><em>Foto: AFP</em></p>
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		<title>Mundo das mil e uma histórias</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 02:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nahum Sirotsky, de Israel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[A História das Mil e uma Noites nasceu no Oriente Médio. É a expressão da rica imaginação dos povos da região. Até hoje ela é analisada e recebe interpretações variadas. E nem a leitura por estudiosos consegue diminuir a sua mágica e emocionante beleza.Tem as mais diversas raízes na mitologia de antigas civilizações. Uma versão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><P>A História das Mil e uma Noites nasceu no Oriente Médio. É a expressão da rica imaginação dos povos da região. Até hoje ela é analisada e recebe interpretações variadas. E nem a leitura por estudiosos consegue diminuir a sua mágica e emocionante beleza.</P><P>Tem as mais diversas raízes na mitologia de antigas civilizações. Uma versão resumida e simplificada diz que o rei descobre-se traído pela mulher e decide ter uma nova virgem em sua cama todas às noites. Manda matá-la em seguida.&nbsp; Sheerazade, a filha do vizir, digamos chefe do governo, decidi enfrentar o destino e ser a esposa da noite. Só que consegue convencê-lo de que pode lhe contar história jamais ouvida. Ele acaba seduzido e com ela vive o resto dos seus dias.</P><br />
<P>O Irã vem resistindo com incontáveis explicações às promessas sedutoras de vantajosas compensações caso desista de seu suposto plano de se transformar em potencia nuclear. A última recusa foi de plano que tinha o apoio das seis maiores potencias &#8211; Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, os cinco com poderes de veto no Conselho de Segurança mais Alemanha.</P><br />
<P>Ahmadinejad, o presidente do Irã que será hóspede de Lula tem retórica de inimigo mortal de Israel cujo direito de existir ele não reconhece e vai chegou a negar que houve o holocausto, o assassinato de milhões de judeus europeus pelas tropas nazistas de Adolf Hitler. Também circulou que ele proporia ao Brasil um acordo de cooperação no campo nuclear. Os anos passam e o Irã ganha tempo precioso. Não é confiável a previsão de que americanos e israelenses acabarão recorrendo à força. Haverá até o fim do ano um novo pacote de sanções punitivas. Mas é notória a resistência de russos e chineses às punições econômicas mais radicais. O Irã é potência militar e osso duro de roer. Não há ambiente favorável à ação militar nos grandes países, fator com o qual o Irã tem apostado como inspiração para suas histórias de adiar o dia das contas.</P><br />
<P>Seria errado, porém, vincular as gigantescas e impressivas manobras militares iranianos do momento com suas últimas jogadas políticas. Manobras militares são planejadas com grande antecedência. É uma espécie de guerra virtual com objetivos determinados. A aceitar interpretações da manobra  a maior da história da república islâmica &#8211; testam-se táticas e estratégias de defesa das regiões nas quais estariam concentrados os centros de desenvolvimento da tecnologia nuclear. Essas são uma demonstração da força e qualidade de suas tropas. O comando iraniano avisou que qualquer ataque contra o país terá imediata resposta com um bombardeio sobre Tel Aviv ou bases americanas nas proximidades. Seria então um choque de proporções mundiais.</P><br />
<P>Afirma-se que o Irã contaria com grupos e indivíduos infiltrados por todos os contos dispostos e preparados para o que for necessário. O senador americano já classificou o ato do major-psiquiatra que matou mais de uma dezena de soldados e feriu várias dezenas, em Fort Hood, como terrorista.</P><br />
<P>Bibi Netanyahu, primeiro ministro de Israel, declarou há dias que país algum vive sob as ameaças que pesam sobre Israel. O Hezbaollah, aliado do Irã, teria dezenas de milhares de mísseis apontados para alvos israelenses. Seria também o caso do Hamas. <BR>E não existe sinais de que os palestinos e israelenses retomarão as negociações de paz. Visitando Mubarak, presidente do Egito,&nbsp; no Cairo, o presidente Peres, sugeriu que empregasse a influência egípcia para convencer os palestinos a retomarem conversações sem condições e que assim tudo se resolveria. </P><br />
<P>Num discurso ao seu parlamento em árabe, Mubarak reafirmou que quaisquer atos de ambição israelense sobre Jerusalém Oriental provocaria a pior reação do mundo islâmico, que de passagem, soma em um bilhão e 600 mil pessoas. E que a insistência de Israel em se qualificar como Estado judaico é inaceitável.</P><br />
<P>Há certo otimismo com relação a liberação do soldado israelense detido pelo Hamas há três ano, em uma troca pela libertação de centenas de milhares de prisioneiros palestinos. Seria uma gota de azeite em um oceano muito instável dos 22 países islâmicos do Oriente Médio. Mais um conto que não é a arquitetura de uma paz.<BR></P></p>
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		<title>Bolhas de ameaças no céu da Terra Santa</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 23:59:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nahum Sirotsky, de Israel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Bolhas não resistem muito aos ventos. Há muitas flutuando, lançadas pelos palestinos e israelenses. Não divertem. Preocupam. O processo de paz não se mexe um milímetro. Obama não conseguiu coisa alguma nesses meses de governo. O conflito se aprofunda.Em junho de 1967, Israel enfrentou e derrotou forças egípcias, jordanianas e sírias. Ganhou a guerra que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><P>Bolhas não resistem muito aos ventos. Há muitas flutuando, lançadas pelos palestinos e israelenses. Não divertem. Preocupam. O processo de paz não se mexe um milímetro. Obama não conseguiu coisa alguma nesses meses de governo. O conflito se aprofunda.</P><P>Em junho de 1967, Israel enfrentou e derrotou forças egípcias, jordanianas e sírias. Ganhou a guerra que ficou chamada de Guerra dos Seis Dias quando ocupou extensos territórios árabes. Chegou-se a um armistício. A questão foi encaminhada para a Assembléia Geral das Nações Unidas na qual tem assento todos os países- membro. </P><br />
<P>E encaminhada para o Conselho de Segurança. Parecia que a guerra havia tornado viável um processo que levaria à paz. Lord Cadogan, delegado da Grã-Bretanha, um dos cinco países com poder de veto, depois de muito discutir com as demais potências e países árabes apresentou um texto, a resolução 242 que foi aprovada. Na época, novembro de 1967, criou a sensação de que abria as possibilidades de solução de conflito que vinha de 1948.</P><br />
<P>A resolução reconhecia a preocupação com a grave situação do Oriente Médio e enfatizava o fato de ser inadmissível a aquisição de territórios por meio da guerra. E que os princípios da Carta das Nações Unidas (equivalente a uma Constituição) requerem o estabelecimento de uma paz justa e duradoura que incluiria a retirada das Forças Armadas de territórios ocupados no conflito.</P><br />
<P>Com ela, terminariam todas as demandas e estado de beligerância por causa da soberania, integridade territorial e independência de cada Estado, seu direito de viver em paz dentro de fronteiras seguras e reconhecidas, livre de ameaças ou atos de força. E prevê uma justa solução da questão dos refugiados. Tudo muito lógico e insuficientemente definido. Só foi aprovada por ter significados dúbios.</P><br />
<P>Desde o início o caso da diferença de significado entre um artigo inglês que se traduz por de territórios e francês que implica em um dos territórios ocupados não se decidiu. Um mundo de diferença, pois o inglês não determina a saída de todos os territórios o que a francesa decreta.</P><br />
<P>Muita coisa aconteceu desde então inclusive umas guerras, o reconhecimento do direito do povo palestino a seu Estado independente, a instituição da Autoridade Palestina como preparação para a independência, duas intifadas ou revoltas palestinas com o aparecimento do homem-bomba, a paz com o Egito e, posteriormente, com a Jordânia, a ocupação de parte dos territórios por assentamentos israelenses. </P><br />
<P>Jerusalém foi proclamada capital eterna de Israel. E a hipótese da proclamação do Estado palestino ao lado de Israel. A ideia da troca de territórios por paz que permitiu à Jordânia recuperar a Cisjordânia, que entregou sua responsabilidade sobre os palestinos. E muito mais. Mas nunca se chegou a definir fronteiras. Israel vive dentro de fronteiras interinas há 61 anos. Os palestinos argumentam que elas deveriam corresponder à linha que Israel ocupava até as vésperas da guerra de 67.</P><br />
<P>Não se chegou a um entendimento. As fronteiras de fato não podem ser legitimadas. E se vive em um Estado cuja capital não é reconhecida pelos países com os quais Israel mantém boas relações, que tem suas embaixadas em Tel Aviv e sobem a Jerusalém para seus contatos com o governo judeu.</P><br />
<P>E o que se discute neste momento?</P><br />
<P>Os palestinos demandam dos israelenses que não construam mais nos territórios, inclusive no segmento de Jerusalém que é murado, local ocupado desde 1967. A tese é que quanto mais habitações e assentamentos israelenses houver nos territórios, menos provável será a paz. Sem tal condição os palestinos não concordam em retomar negociações. Israel, ao que se entende, concordaria com uma moratória em que por certo tempo nada construiria, enquanto as negociações fossem retomadas por ambos os lados. E que fossem testadas na prática as possibilidades de um entendimento. Mas determinaram que nada negociariam sobre Jerusalém.</P><br />
<P>Os palestinos jogaram ao céu um balão anunciando que estavam cansados de conversa e proclamariam um Estado independente unilateralmente, isto é, sem prévia negociação com Israel. O balão estourou por promover uma ideia inaceitável até aos europeus e americanos. O balão explodiu, Outra bolha se refere à hipótese de pedirem ao Conselho de Segurança da ONU para determinar as fronteiras entre Israel e o futuro Estado palestino. Inviável. Inclusive porque teria de ser imposta pela força.</P><br />
<P>Os palestinos de Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina, reconhecida como representante legítima, ficam com a opção entre conversar novamente ou arriscar outra revolta popular, a intifada, tática que Israel derrotou. Existe risco de se botar fogo em todo o Oriente Médio, o que país algum deseja. Mas pode acontecer se Abu Mazen e o Fatah quiserem provar que lideram o povo palestino.</P></p>
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		<title>Gerald Thomas sai de cena – Folha de S Paulo 17 Nov 2009</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 01:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gerald Thomas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Diversão]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Jornalismo e opinião]]></category>
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São Paulo, terça-feira, 17 de novembro de 2009 















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Gerald Thomas sai de cena
 Cansado da repetição nas artes, diretor diz que está se afastando do teatro por tempo indeterminado
&#8220;Acho meus últimos trabalhos péssimos; não consegui me entregar, ter tesão&#8221;, conta ele, que esboça roteiro cinematográfico 
LUCAS NEVES
DA REPORTAGEM LOCAL 
Cansado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="570">
<tbody>
<tr>
<td align="RIGHT"><span>São Paulo, terça-feira, 17 de novembro de 2009</span> <img src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/72470_ilustrad.gif" alt="" hspace="10" /></td>
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<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="600">
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<td align="right"><img src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/1c83d_ilubar.gif" alt="" width="500" /></td>
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<tbody>
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<td width="100"></td>
<td width="400"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1711200911.htm">Texto Anterior</a> | <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1711200913.htm">Próximo Texto</a> | <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/inde17112009.htm">Índice</a></p>
<p><span><strong>Gerald Thomas sai de cena</strong></span></p>
<p><span><strong> </strong></span><strong>Cansado da repetição nas artes, diretor diz que está se afastando do teatro por tempo indeterminado</strong></p>
<p><strong>&#8220;Acho meus últimos trabalhos péssimos; não consegui me entregar, ter tesão&#8221;, conta ele, que esboça roteiro cinematográfico </strong></p>
<p><strong>LUCAS NEVES</strong><br />
<span>DA REPORTAGEM LOCAL </span></p>
<p>Cansado de jogar com &#8220;ismos&#8221; teatrais -experimentalismo, desconstrutivismo e conceitualismo, para citar três-, um artista contempla sua encruzilhada e divide o atordoamento com a plateia. Em 1996, esse era o &#8220;nowhere man&#8221;, o homem sem lugar da peça homônima de Gerald Thomas. Em 2009, esse é o próprio diretor. Com a diferença de preferir o silêncio cênico.<br />
Thomas rompeu com o teatro por tempo indeterminado. No texto &#8220;Minha &#8220;Independência ou Morte&#8221; &#8211; Tudo a Declarar &#8211; &#8220;It&#8217;s a Long Goodbye&#8217;&#8221;, publicado em seu blog, ele lista as razões para o afastamento e crava: &#8220;Minha vida no palco acabou [...] tenho que sair por aí pra redescobrir quem eu sou&#8221;.<br />
O &#8220;estalo&#8221; veio em julho passado, em Amsterdã, ao bater os olhos num autorretrato de Rembrandt (1606-1669). &#8220;Ele tinha 55 anos quando fez aquele quadro. Eu estou com essa idade hoje. Alguma coisa bateu em mim, não sei o quê&#8221;, diz à<strong>Folha</strong>, por telefone.<br />
&#8220;Comecei a pensar que muitos artistas, incluindo o próprio [dramaturgo irlandês Samuel] Beckett (1906-1989), não sabem a hora de sair de cena. &#8220;Rockaby&#8221; e &#8220;Enough&#8221; são textos tão menores, inúteis desse maior autor do século 20. Eu me pergunto se ele precisava realmente tê-los escrito. Ao mesmo tempo, o que ele poderia fazer? Tricô? Não, né?!&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;Encheção de linguiça&#8221;</strong><br />
Thomas avalia que &#8220;depois que você chega num pico, vira um repetidor de si mesmo&#8221;. O seu auge, ele crê, foi em 98, com a ópera &#8220;Moisés e Aarão&#8221;, de Schoenberg, na Áustria:<br />
&#8220;Tudo foi uma preparação para aquilo. O resto é bobagem, encheção de linguiça. Acho meus últimos trabalhos péssimos. &#8220;Bateman&#8221; [solo que criou para os 20 anos da Cia. dos Atores, em 2008] é horroroso. Só o texto é bom. Não consegui me entregar, ter tesão.&#8221;<br />
Outra experiência recente que o desencantou foi &#8220;O Cão que Insultava Mulheres &#8211; Kepler, the Dog&#8221; (2008), espetáculo surgido da &#8220;blognovela&#8221; que o diretor escrevia em seu endereço virtual -e transmitido ao vivo pela internet.<br />
&#8220;Teatro não é tecnologia, é algo para que o público esteja na presença do ator, a metros dele. Se você tenta transformar em tecnologia, fica pretensioso. Essa integração de mídias é a maior mentira que já houve.&#8221;<br />
Dono de um estilo que conjuga dramaturgia não linear e de forte carga simbólica, estética expressionista e uma mirada perplexa em direção ao mundo, Thomas se ressente da falta de novidades nas artes:<br />
&#8220;É constrangedor ver o que as pessoas que mais admiro estão fazendo. Repetem-se horrorosamente. Não há nada novo, nem em moda, nem em design, nem em arquitetura. A não ser que você dê um pulo em Xangai. Aí vai ver um prédio maluco. Mas logo vai se lembrar dos Jetsons e pensar: eles fizeram um edifício tirado do desenho! De certa forma, é tudo pateticamente engraçado.&#8221;<br />
Recolhido, o diretor esboça o roteiro do filme &#8220;Ghost Writer&#8221;, que pretende rodar entre Turquia, Inglaterra e EUA, e rascunha a autobiografia ficcionalizada &#8220;Suicide Notes&#8221; (notas suicidas). Os dois projetos podem virar um só.<br />
A seu modo, Thomas atualiza a última frase de &#8220;O Inominável&#8221;, romance de Beckett: &#8220;I can&#8217;t go on, I&#8217;ll go on&#8221; (não posso seguir, vou seguir).</p>
<p>OBS: O BLOG ESTA FECHADO. FAVOR NAO DEIXAR COMENTARIOS</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Israel e Estados Unidos se desentendem seriamente</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 00:28:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nahum Sirotsky, de Israel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Boa parte da Jerusalém atual foi construída em áreas conquistadas em 1967. A cidade reunificada por conquista militar e lei do Parlamento, o Knesset israelense, teve um primeiro prefeito, Teddy Kolleck, que nela promoveu a abertura de magníficas avenidas e ajardinou vastos espaços, embelezando cada canto do local. A cidade murada e antiga ganhou novos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa parte da Jerusalém atual foi construída em áreas conquistadas em 1967. A cidade reunificada por conquista militar e lei do Parlamento, o Knesset israelense, teve um primeiro prefeito, Teddy Kolleck, que nela promoveu a abertura de magníficas avenidas e ajardinou vastos espaços, embelezando cada canto do local. A cidade murada e antiga ganhou novos bairros e construções. Trabalhos de arqueólogos chegaram a desencavar a principal avenida de comércio dos romanos e foram restauradas inúmeras lojas, que voltaram a ser um centro comercial só que subterrâneo.<P>Gilo é um dos bairros novos construídos na cidade, expandida por uma arquitetura original. Em torno dele, veio à luz hoje um sério desentendimento entre Israel e Estados Unidos. A prefeitura da cidade autorizou 900 novos condomínios. O porta-voz da Casa Branca distribuiu a declaração de que o governo Obama estava consternado.</P><br />
<P>Bibi Netanyahu, chefe do governo de Israel, reagiu declarando que se dispunha a reconsiderar a autorização de construções na Cisjordânia, a Margem Ocidental do Jordão. Mas que não aceitaria restrições a construções em Jerusalém.</P><br />
<P>Gibbs, porta-voz de Obama, disse em um lamento que em um momento em que nos empenhamos a promover a retomada dos diálogos de paz tal ação pode unilateralmente esvaziar nosso empenho.</P><br />
<P>O caso Gilo surpreendeu, pois se imaginava que o bairro não ficava num espaço palestino, dizem os israelenses. É um bairro judeu. Sabe-se, porém, que isso foi discutido em várias oportunidades em encontros entre autoridades israelenses e americanas, na semana que passou. E acabou vazando por fontes não identificadas. Bibi teria dito aos americanos que uma coisa é adiar construções na Cisjordânia e outra em Jerusalém, a capital. </P><br />
<P>Os ingleses vieram em apoio aos americanos, dizendo que um acordo possível tem de abranger uma ação de compartilhar Jerusalem com os palestinos. A decisão relativa aos novos condomínios em Gilo dificulta a solução do conflito, pois é território palestino. É errada.</P><br />
<P>Saeb Erekat, negociador-chefe dos palestinos, por sua vez, qualifica a decisão como inaceitável e que não adianta falar de paz. Erekat é um dos dirigentes palestinos que tem dito que a ideia de uma solução de dois países morreu. O prefeito da cidade qualificou a reação americana de discriminatória. A lei israelense não permite diferenciar entre judeus e árabes. A posição discrimina os judeus o que é proibido em qualquer país do Ocidente, disse o prefeito.</P><br />
<P>Ele ainda afirmou que construções para árabes e judeus continuarão sendo autorizadas. A controvérsia é em torno de decisão da Comissão Municipal de Planejamento. Não se começou a construir coisa alguma. A cada dia mais se radicalizam as posições israelenses e árabe-palestinas. Talvez, se o gênio que vive na lâmpada de Aladim existisse, ele poderia conseguir promover um entendimento.</P><br />
<P>Pessoas normais não enxergam luz alguma no final do túnel de confusões e desentendimentos e nada além de escuros obstáculos, aparentemente, insuperáveis.</P><br />
<P>&nbsp;</P></p>
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		<title>Há muito otário aguardando para ser enganado</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 01:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nahum Sirotsky, de Israel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[TEL AVIV &#8211; Num hotel de Nova Iorque, o governo faz leilão de pertences pessoais de Bernard Madoff, o rei dos vigaristas que está preso após ser condenado a 160 anos. A cena me levou de volta dezenas de anos a um dos meus fracassos jornalísticos resultantes de ignorância. Revi e ouvi Alves Pinheiro, chefe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEL AVIV &#8211; Num hotel de Nova Iorque, o governo faz leilão de pertences pessoais de Bernard Madoff, o rei dos vigaristas que está preso após ser condenado a 160 anos. A cena me levou de volta dezenas de anos a um dos meus fracassos jornalísticos resultantes de ignorância. Revi e ouvi Alves Pinheiro, chefe de reportagem de O Globo, provavelmente o maior, ou no mínimo, um dos maiores da história da imprensa brasileira, me dizendo para procurar um americano num asilo de miseráveis e entrevistá-lo: Carlos Ponzi. Fui à Santa Casa do Rio e me levaram num dos muitos leitos onde estava um homem envelhecido, magérrimo, pequenino, cego de um olho e quase sem forças. <BR><BR></p>
<p>E, ao que me lembro, acordou com meu inglês ao qual respondeu com forte sotaque italiano. Às minhas perguntas banais, disse ter sido dirigente de empresa aérea italiana e que não pudera sair do Brasil no começo da guerra. Que ficara a zero. Tivera má sorte, pois fora rico e ficara sem nada. Nunca fora bandido, mas vítima de intrigas. Perdera fortuna nos Estados Unidos por ser traído. Pouco depois da minha visita, ele seria entrevistado por um repórter de diário americano cujo texto teve repercussão internacional. Eu perdera vergonhosamente a oportunidade de uma grande reportagem com o inventor da pirâmide, golpe que inspiraria 50 depois a Madoff, maior vigarista de todos os tempos.<br />
<BR><BR></p>
<p>Há poucos dias, li que fiscais da Comissão de Câmbio e Valores dos Estados Unidos (Securities and Exchange Comission) tinham tido varias oportunidades de deter o golpe e que Madoff estranhara que os investigadores que a SEC enviara para verificar o estado das finanças dele nunca chegaram pesquisar nada a sério. Afirma que bastaria atenção para descobrir que não tinha contabilidade de coisa alguma. O esquema Ponzi, em linhas gerais, consiste em garantir altíssima renda a dinheiro aplicado que se paga usando dinheiros de novas aplicações. Forma-se uma pirâmide, pois, no fim, faltam aplicadores. Mas, no caso de economia gigantesca como a americana, passam-se anos até faltar dinheiro novo.<br />
<BR><BR></p>
<p>H.David Kotz, encarregado de investigar o caso Madoff depois de descoberto, reuniu 6.157 paginas de entrevistas e documentos durante dez meses de trabalho que comprovam como a SEC tinha falhado. Seu trabalho mostra como é fundamental a maior competência nos órgãos reguladores. Por incrível que pareça, não se encontrou evidência alguma que as falhas e lapsos tinham sido propositais, inspirados por suborno.<br />
<BR><BR></p>
<p>Obama prometeu corrigir isto, mas ainda não consegiu. Nas informações, recolhidas fica claro, por exemplo, que Madoff demorou a ser apanhado, pois sendo figura de conceito em Wall Street os inspetores não ousaram imaginar fosse vigarista. Em 2006, chegaram a pedir senha de certa operação que acabaria com tudo. Era sexta-feira. Prometeu para segunda-feira. Não voltaram para pegá-la.<br />
<BR><BR></p>
<p>Durante dez anos, circulando no meio dos bilionários das finanças, Madoff enganou milhares de pessoas e empresas. Foi o maior golpe da história. Outros menores foram descobertos. É provável que grandes empresas tenham empregado variações da pirâmide como parece ter sido o caso da queda do negocio imobiliário. E isto já custou trilhões de dólares à economia internacional que ainda não saiu inteiramente da crise.<br />
Nunca falta gente para acreditar no mais incrível. A internet tem muitas ofertas. Há dias me comunicaram ter saído vencedor de milhões numa loteria aleatória. Pediam apenas meus dados principais para providenciarem a remessa.<br />
<BR><BR></p>
<p>O golpe dos Nigerianos rende muitos milhões todos os anos. É sempre o mesmo e não faltam otários que perdem tudo. É certo não esquecer que boa parte das informações que usei foram encontradas em textos de Diana B. Henriques e Peter Travers cujas biografias estão no Google. São dois colegas americanos que souberam fazer as perguntas certas. <BR><BR></p>
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		<title>Confusões intrapalestinas podem resultar em ordem nova</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 01:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nahum Sirotsky, de Israel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[TEL AVIV &#8211; Um&#160;conflito intrapalestino&#160;foi&#160;evitado&#160;com decisões&#160;de Abu Mazen. O líder do Fatah, Frente de Libertação Palestina, suspendeu eleições marcadas para&#160;&#160;&#160; janeiro. A Frente de Resistencia Islâmica, Hamas,&#160;&#160; não&#160;estava autorizada a&#160;participar&#160;e&#160;já o havia&#160; qualificado de traidor.O Fatah é o grupo que domina a Cisjordânia onde&#160;vivem acima de dois e meio milhões de&#160; palestinos sob o sistema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEL AVIV &#8211; Um&nbsp;conflito intrapalestino&nbsp;foi&nbsp;evitado&nbsp;com decisões&nbsp;de Abu Mazen. O líder do Fatah, Frente de Libertação Palestina, suspendeu eleições marcadas para&nbsp;&nbsp;&nbsp; janeiro. A Frente de Resistencia Islâmica, Hamas,&nbsp;&nbsp; não&nbsp;estava autorizada a&nbsp;participar&nbsp;e&nbsp;já o havia&nbsp; qualificado de traidor.<P>O Fatah é o grupo que domina a Cisjordânia onde&nbsp;vivem acima de dois e meio milhões de&nbsp; palestinos sob o sistema secular da Autoridade Palestina. O&nbsp;presidente Abu Mazen, herdeiro do poder de Yasser Arafat, morto de&nbsp; inexplicada&nbsp;enfermidade num hospital francês há&nbsp;cinco anos.&nbsp; </P><br />
<P>O aniversário da&nbsp;morte daquele que foi&nbsp;o&nbsp;maior líder na história do movimento palestino, que transformou em Organização e&nbsp;promoveu o reconhecimento do direito palestino a um estado próprio,&nbsp;foi marcado&nbsp;&nbsp; com cerimônias diversas. Mas na Faixa de Gaza&nbsp;onde domina o&nbsp;Hamas&nbsp;&nbsp; as comemorações foram proibidas. Fatah e&nbsp;Hamas&nbsp;estão&nbsp;rompidos.</P><br />
<P>Abu Mazen anunciara que deixaria a&nbsp;função&nbsp;decepcionado&nbsp;com a parente&nbsp;inviabilidade de retomada do processo&nbsp;de paz. Concretizada&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; a demissão&nbsp;haveria a disputa entre dirigentes do&nbsp;Farah para substitui-lo. E hipótese&nbsp;dos palestinos&nbsp;de Abu Mazen&nbsp;desistirem de negociar&nbsp;uma paz e&nbsp;consequente&nbsp;possível extensão da autoridade de Israel&nbsp;à&nbsp;Cisjordania. </P><br />
<P>Os palestinos&nbsp;em poucos anos se&nbsp;transformariam em maioria com a probabilidade de assumirem o governo em eleições ou&nbsp;obrigando Israel&nbsp;a criar um estado aparteid com&nbsp;os judeus dominando&nbsp;a maioria árabe e o fim do sistema democrático de governo. E&nbsp;hipótese&nbsp;dos&nbsp;palestinos&nbsp;&nbsp; cisjordanos&nbsp;se entenderem com o&nbsp;Hamas podendo surgir um estado&nbsp; islamita&nbsp; inaceitavel aos judeus. E&nbsp; reação armada do mundo árabe ao redor&nbsp;em favor do estado que surgiria.&nbsp;</P><br />
<P>Eleiçoes sem Hamas&nbsp;poderiam resultar na proclamação da Faixa de Gaza numa Palestina fundamentalista.&nbsp;Em síntese, eleições&nbsp;como era&nbsp; pretensão de Abu Mazen ameaçariam a&nbsp;paz&nbsp;em todo o Oriente Médio e&nbsp; incentivariam segmentos muçulmanos radicais a se expressarem por meio da guerra de terror. Mas&nbsp;afastada a&nbsp;questão eleitoral&nbsp;as&nbsp; probabilidades de&nbsp;grandes agitações&nbsp;ficarão congeladas.</P><br />
<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp; |Adiadas as eleiçoes&nbsp; e&nbsp;&nbsp; Abu Mazen&nbsp; no poder,&nbsp; paradoxalmente,&nbsp;&nbsp; podem&nbsp;&nbsp; ser&nbsp;&nbsp; fator de irresistivel pressao&nbsp;&nbsp; sobre&nbsp; Estados Unidos&nbsp;&nbsp;&nbsp; e&nbsp; outras das grande potencias,&nbsp;&nbsp; para&nbsp;&nbsp;&nbsp; excercerem pressoes&nbsp;&nbsp; mais decisivas sobre&nbsp; Israel e&nbsp; palestinos para&nbsp; retomarem&nbsp;&nbsp; as conversações de paz. .&nbsp; Enquanto se&nbsp; conversa&nbsp; não se briga&nbsp;&nbsp; e existem esperanças de&nbsp; entendimento. </P><br />
<P>Nao&nbsp; consegui&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; v erificar se&nbsp;&nbsp; Abu Mazem&nbsp; manterá sei programs&nbsp; de visita ao Brasil,;.</P><br />
<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por&nbsp; curiosa&nbsp; coincidencia&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lula&nbsp; anunciou&nbsp; que&nbsp; virá&nbsp;&nbsp; a´ regiao para visitar&nbsp; Israel, Autoridade palestina, Libano,&nbsp; Jordania em março proximo.&nbsp; Se confirnada desta vez&nbsp; o que será&nbsp;&nbsp; sua primeira&nbsp; v nda a Israel como&nbsp; presidente brasileiro- ele aqui esteve&nbsp; como lider&nbsp; sindical- chegará&nbsp; no principio&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; de&nbsp;&nbsp;&nbsp; um contexto&nbsp;&nbsp;&nbsp; em que se estará&nbsp; conversando sobre soluções de conflitos.Mas&nbsp; não se&nbsp; afasta&nbsp;&nbsp; a hipotese de&nbsp; ambiente&nbsp;&nbsp;&nbsp; de desentendimentos&nbsp; com armas. </P><br />
<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Onde&nbsp; nasceram&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; as religiões&nbsp; monoteistas&nbsp;&nbsp; e as historias&nbsp; das mil e ums noites&nbsp;&nbsp;&nbsp; convive-se&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; com&nbsp;&nbsp; expectatitivas&nbsp;&nbsp; do imprevisivel e&nbsp; inesperado.., <BR></P></p>
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		<title>Algo de estranho no Oriente Médio</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 23:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nahum Sirotsky, de Israel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[A visita do presidente de Israel, Shimon Peres, ao Brasil vem repercutindo na mídia local além do costumeiro. Ele ignora seus 85 anos e viaja pelo mundo representando, talvez, o melhor relações públicas de Israel. Não lembro repercussão semelhante em tempos recentes. E reações tão imediatas. Ele declarou ao Congresso Nacional, praticamente como um convite, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A visita do presidente de Israel, Shimon Peres, ao Brasil vem repercutindo na mídia local além do costumeiro. Ele ignora seus 85 anos e viaja pelo mundo representando, talvez, o melhor relações públicas de Israel. <P>Não lembro repercussão semelhante em tempos recentes. E reações tão imediatas. Ele declarou ao Congresso Nacional, praticamente como um convite, que Israel está pronta a negociar a paz com a Síria sem precondições. O presidente Assad, da Siria, declarou, nesta quarta-feira, que não tem precondições para negociar com Israel. E acrescentou que, não temos condições, mas direitos que não abandonaremos.</P> <P>Ben Eliezer, Ministro da Indústria e do Comércio, em uma primeira recepção a Ahmed Celikkol, designado embaixador da Turquia, declarou que a Turquia tem um importante papel a desempenhar nas relações de Israel com os povos da região. Os embaixadores designados devem apresentar suas credenciais ao presidente do país que está em visita ao Brasil. Ben Eliezer tem viagem marcada para Ancara, capital turca, acompanhado da delegação de alguns dos mais importantes empresários israelenses, no fim desse mês. Disse ele que a Turquia precisa servir como mediadora entre Israel e palestinos para que se possa retomar as negociações de paz.</P> <P>Os países mantêm um intercâmbio anual de cerca de dois bilhões e meio de dólares. A Turquia tem um governo islamita e há fortes sinais de um renascimento da fé muçulmana fundamentalista em seu povo. O país está em um processo de aprimoramento de suas relações com o mundo árabe, próximo do Oriente Médio e muçulmano em geral, do qual vivia relativamente afastado por desejar se incorporar à União Europeia. É uma liderança aceitável.</P> <P>Os turcos se irritaram. Existem obstáculos explícitos e outros escondidos a serem superados para serem aceitos como europeus, A ilha de Chipre é dividida entre uma república do Chipre grego e a parte turca. O território grego é parte da Europa e seus cidadãos têm direitos reservados aos europeus. Mas não é o caso da Turquia e, alega-se que seria por uma resistência de Ancara. Os turcos têm uma longa lista de serviços ao ocidente. Foram fundamentais em ambas as Guerra Mundiais por dominarem o Dardanelos e se tornar um obstáculo ao livre movimento da Marinha soviética. Mas ainda assim não é parte da Europa. Embora não admitido publicamente, o verdadeiro motivo é sua população de cerca de 80 milhões de muçulmanos que receberiam livre entrada e saída e todos os direitos concedidos aos europeus já temerosos da crescente população de fé islâmica. </P> <P>Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina, será hóspede do Brasil em poucos dias. A Autoridade Palestina foi criada por Yasser Arafat, líder que transformou os palestinos numa força política e militar, que pretendiam constituir as bases das estruturas necessárias ao Estado palestino independente. O processo foi interrompido com o assassinato de Ithzak Rabin, então chefe do governo de Israel e nunca foi retomado com aspectos decisivos até agora. Nesta quarta-feira, os palestinos relembraram a morte de Yasser Arafat num hospital em Paris. </P> <P>Abu Mazen que havia anunciado a decisão de deixar a presidência, o que poderia ser o fim da possibilidade da retomada das negociações e uma etapa muito explosiva na região, liderou as homenagens ao líder morto deixando a impressão de ter mudado de ideia quanto às suas funções. Ele terá algo de fundamental a dizer em sua visita ao Brasil que vem tentando se afirmar como força política entre as grandes potências, que já não podem mais ignorar as deliberações referentes ao mundo em geral.</P> <P>O que realmente acontece nos bastidores das grandes potências é um segredo preservado entre poucos. Bibi Netanyahu, chefe do governo israelense, realizou um encontro de quase duas horas na Casa Branca com o presidente Obama. Ao que constava ele foi a Washington com a expectativa de ser recebido, mas sem garantia devido à agenda lotada do presidente americano. Bibi saiu animado ao encontro de Sarkozy, da França. Algo de muito importante aconteceu na reunião com Obama. Algo que terá deixado o quadro um pouco animador.</P> <P>Falando a seu povo em sua capital Ramallah, situada nos territórios ocupados, Abu Mazen declarou: o povo palestino e a liderança palestina não perdem as esperanças nem se deixam dominar pelo desespero. A nossa revolução é a mais difícil e talvez a mais longa da história. Mas no fim atingiremos nossos objetivos, ser um Estado palestino independente. Ele fez as acusações de praxe a Israel e reafirmou sua condição de só voltar a negociar, se o governo israelense congelar seus planos de construções nos territórios ocupados. Mas não disse uma palavra sobre desistir. Fechou as portas sem trancá-las. Em diplomacia, significa uma oportunidade que permanece possível.</P> <P>Na sua maioria, os muçulmanos e em geral os árabes são da seita sunita mais tradicional. Os turcos são uma potência moderna quando comparados aos outros países muçulmanos da região. Dos Estados Unidos, as demais grandes potências tentaram ser moderadores de soluções para a questão de Israel com a Síria e de Israel com os palestinos. Fracassaram.</P> <P>Mas o ambiente que existe é de extrema tensão. É quando pode se explodir ou se abrir caminhos que estabeleçam tranqüilidade. Os turcos querem arriscar pois ganhariam a copa da diplomacia.</P> <P>Algo foi combinado entre Bibi e Obama, que talvez favoreça ao menos a opção por conversar. A paz entre católicos e protestantes irlandeses demorou 700 anos e foi realizada. Tudo é possível. Os turcos conhecem o Oriente Médio, que foi parte do seu grande império derrotado em 1918. E têm sido bons aliados de Israel.</P></p>
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		<title>A visita de Ahmadinejad ao Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 16:40:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Régis Bonvicino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chega em breve ao Brasil, a convite, para uma visita oficial. País asiático, do Oriente Médio, que tem como líder supremo o Aitolá Ali Khamenei, faz explosiva fronteira com o Afeganistão, o Paquistão, o Iraque (com o qual esteve em guerra) e a Turquia, entre outros. Até 1935, chamava-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chega em breve ao Brasil, a convite, para uma visita oficial. País asiático, do Oriente Médio, que tem como líder supremo o Aitolá Ali Khamenei, faz explosiva fronteira com o Afeganistão, o Paquistão, o Iraque (com o qual esteve em guerra) e a Turquia, entre outros. Até 1935, chamava-se Pérsia.<UL><br />
<LI><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/regis_bonvicino/veja_mais/noticias.html?ini=0" target="_top">Leia todos os textos de Régis Bonvicino</a> </LI></UL><br />
<P><BR>Ahmadinejad é sequência da Revolução Iraniana de 1979, que pôs fim ao regime monárquico do Xá Mohamed Reza Pahlevi, acusado de corrupto e violador de direitos humanos, tanto quanto os seus sucessores revolucionários. Durante a Segunda Guerra, o país foi invadido pelo Reino Unido e pela União Soviética, que visavam a controlar seu petróleo.</P><br />
<P>Reza Pahlevi ascendeu ao poder, apoiado pelos britânicos e americanos, em 1953, e se tornou algoz dos xiitas (futuros revolucionários de 1979) e dos democratas e socialistas de todos os viéses.</P><br />
<P>Em 1979, o Xá  como já mencionado  cai, com a chegada ao país, depois de longo exílio parisiense, do Aiatolá Khomeini, que fundou um Estado islâmico, teocrático, conservador, baseado na Lei do Talião.</P><br />
<P>As relações entre Irã e Estados Unidos se deterioram com a própria Revolução, uma vez que este último apoiava o Xá, e, logo em seguida, se agravaram, ainda mais em 1979, quando estudantes fizeram funcionários da Embaixada americana em Teerã reféns.</P><br />
<P>A primeira eleição de Ahmadinejad, em 2005, por si só, sem qualquer acusação de fraude na contagem dos votos como na de 2009, exacerbou as relações entre estes países em virtude da aceleração do programa nuclear iraniano. O ministro Celso Amorim, em visita a Teerã, há um ano, afirmava que o programa de Ahmadinejad se revestia de fins pacíficos  o que caiu por terra com a descoberta, agora, de uma segunda usina para produção de armamentos atômicos.</P><br />
<P>O Irã possui cerca de 70 milhões de habitantes. Integra a OPEP (Organização dos Países Exportadores do Petróleo), criada em 1960. Seus membros, entre eles a Venezuela, controlam 75% das reservas do mundo. Tendem, historicamente, a perder força com as energias limpas.</P><br />
<P>O ministro Amorim defende equidistância e pragmatismo nas relações internacionais e, por isso, o Brasil recebe Ahmadinejad  o que de plano provocará aumento de tensões nas relações com os Estados Unidos e com Israel. Ahmadinejad adiou sua vinda: ela deveria ter ocorrido em maio deste ano.</P><br />
<P>À visita do presidente iraniano seguir-se-á, em dezembro, a de uma delegação comercial, para tratar do aumento do comércio entre os dois países, especificamente do comércio petroquímico, que domina as exportações do Irã ao Brasil; por seu turno, os empresários brasileiros pretendem exportar etanol, aviões e crédito (dinheiro), ante as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao país dos Aiatolás. No momento, as empresas brasileiras vendem alimentos e máquinas ao Irã. As negociações entre os dois países oscilam em torno de dois bilhões de reais por ano, numa balança que favorece o Brasil. </P><br />
<P>Resta agora avaliar os custos e benefícios dessa visita para a imagem e as relações comerciais do Brasil no mundo. Há aqueles que veem na Doutrina Bush  centrada na Guerra contra o terror  um afastamento inevitável dos Estados Unidos da Doutrina Monroe, de 1823, formulada um ano após a independência brasileira, que pregava que &#8220;as Américas são dos americanos&#8221; e implicava alinhamento automático, espontâneo e/ou mediante intervenção militar aos Estados Unidos, que destituíram cerca de 40 governos na América Latina no século 20. As relações entre Irã e Cuba são antigas e sólidas. A relação entre Venezuela e Irã é inerente, haja vista a OPEP. </P><br />
<P>A ação externa iraniana deu uma guinada com Ahmadinejad em 2005: ele intenta se aproximar de toda a América Latina, para atenuar o isolamento político e&nbsp;econômico imposto ao seu país pelos americanos e europeus e pelo cerco que lhe impõe Israel. Hugo Chávez abriu as portas para Ahamadinejad na Bolívia, Equador, Paraguai e Nicarágua. Mesmo &#8220;independente&#8221; a ação do governo brasileiro tende a ser lida, do ponto de vista internacional, nesse contexto chavista.</P><br />
<P>Venezuela, de Chávez, e Irã, de Ahamadinejad, são países antissemitas e antiamericanos. Na verdade, existe relativamente pouco comércio entre os países latino-americanos com a antiga Pérsia, na casa 35 bilhões de reais. O que há é uma articulação política por meio da economia  com base ainda em estilemas da Guerra Fria e marcada, sobretudo, pela Guerra contra o terror. O Hezbollah é milícia paramilitar libanesa islâmica. Aflorou com a invasão israelense ao Líbano em 1982.</P><br />
<P>Ele  considerado terrorista pela ONU  atua livremente no Paraguai de Fernando Lugo e de seu ministro Alrejandro Hamed Franco, um de seus captadores de recursos. A Argentina se exclui desse panorama &#8220;bolivariano&#8221; em razão dos atentados terroristas antissemitas em Buenos Aires em 1994 no centro judaico AMIA; as investigações apontaram a presença de agentes iranianos nele. </P><br />
<P>Com a eleição de Barack Obama (apoiado, de modo aberto, ainda em campanha por Luiz Inácio Lula da Silva) faz ainda menos sentido a presença de Ahmadinejad oficialmente em Brasília. O comércio entre os países dar-se-ia sem a presença desse presidente, que  segundo a comunidade internacional  fraudou sua reeleição e se valeu de todos os mecanismos de repressão para calar os seguidores de Hossein Mousavi  o candidato &#8220;derrotado&#8221;.</P><br />
<P>O Irã é um país de jovens de menos de 30 anos. É improvável que  com a internet  a Revolução de 1979 permaceça por mais muito tempo no poder. O Hezbollah  apoiado pelo Irã  possui bases na Venezuela. O Brasil protesta contra as bases americanas na Colômbia, com razão, mas, sem qualquer coerência, cala-se ante as bases do Hezbollah. Haja pragmatismo.</P><br />
<P>Em novembro de 2008, o Brasil solicitou ao Conselho de Segurança da ONU o arquivamento do dossiê sobre armas nucleares do Irã, pleiteando igualmente que ele permitisse o enriquecimento de urânio por Teerã. Imagino que queira garantir a bomba atômica para Hugo Chávez (que se encontrou sete vezes com Ahamadinejad em 2008) e, assim, criar pânico generalizado. O Palácio do Planalto apoia o programa nuclear iraniano, em termos oficiais.&nbsp;De acordo com a imprensa mundial, os membros do Hezbollah são poderosos comerciantes de DVDs e CDs piratas em toda a América do Sul  são contrabandistas mormente baseados na Tríplice Fronteira Brasil-Paraguai-Argentina.</P><br />
<P>A visita de Ahmadinejad acentua a linha de trabalho Sul-Sul  teoricamente correta  adotada pelo Brasil. Mas Ahmadinejad negou a existência do Holocausto, asseverando que ele foi utilizado como pretexto para &#8220;constranger a Alemanha&#8221;. Ele ataca o Holocausto em virtude da existência do Estado de Israel, concluindo: &#8220;os judeus do mundo inteiro foram encorajados a emigrar para os territórios palestinos&#8221;.&nbsp; Quer o fim do Estado de Israel e retroalimenta os judeus ortodoxos  bastante equivocados também, perpetuando o conflito israelo-palestino.</P><br />
<P>A Queda do Muro de Berlim foi inspirada na paz perpétua de Emmanuel Kant. Ahmadinejad executa homosexuais, frauda eleições, tortura opositores políticos, sustenta economicamente países falidos como Cuba e Nicarágua, para transformá-los em massa de manobra geopolítica. Com a retirada do projeto de escudo antimísseis da Polônia por parte dos Estados Unidos, a Rússia deixou de ser aliada automática de Ahmadinejad. Condenou à época oficialmente sua negação do Holocausto. A China é a maior credora dos Estados Unidos em profunda depressão econômica  as duas maiores economias do mundo estão interligadas umbilicalmente.</P><br />
<P>Por isso, não se compreende bem a insistência do governo brasileiro em receber um ditador, o que, inclusive, viola o compromisso do país com a Carta de Direitos Humanos da ONU e degrada sua positiva intervenção em Honduras. A única hipótese que legitima essa visita é a de o Brasil tentar engajar o Irã em negociações internacionais que, por um lado, interrompam seu programa de armas nucleares, seu antissemitismo, sua tirania, e que por outro  concomitantemente  façam suspender as sanções norte-americanas e impeça Israel de &#8220;produzir&#8221; mais colônias e ódios. Caso contrário, vai parecer aos olhos da comunidade internacional que, neste ponto, o Brasil tornou-se massa de manobra de Chávez.</P><br />
<P>Prefiro Omar Kaiyyam (1048-1131)  o grande poeta persa  que escreveu o seu transmilenar Rubaiyat em farsi: Que vale mais? / Exame de consciência / sentado na taverna?,/ ou prostrar-se submisso numa mesquita? / Pouco me importa / O Senhor / e o destino que me reserva. </P><br />
<P>&nbsp;</P></p>
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		<title>Caetano Veloso ataca de novo</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 17:55:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Régis Bonvicino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[É bastante provável que Caetano Veloso vá votar em Marina Silva porque ela é (embora disfarce) criacionista, ou seja, não acredita na evolução das espécies, em Charles Darwin. O CD &#8220;Zii e Zie&#8221; (2009) não fez sucesso. O filme &#8220;Coração Vagabundo&#8221; (2009) idem. Veloso não produz nada digno de nota há  seguramente  duas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É bastante provável que Caetano Veloso vá votar em Marina Silva porque ela é (embora disfarce) criacionista, ou seja, não acredita na evolução das espécies, em Charles Darwin. O CD &#8220;Zii e Zie&#8221; (2009) não fez sucesso. O filme &#8220;Coração Vagabundo&#8221; (2009) idem. Veloso não produz nada digno de nota há  seguramente  duas décadas. Seu momento pós-tropicalista é desigual. Seu cancioneiro lírico-amoroso, basicamente, heterossexual, é papai-mamãe, convencional: idealiza o amor e o trata com raiva, cinismo e ou ironia, para posar de amante rejeitado pela musa ou conquistador, lirismo vazado, muitas vezes, em jargão da moda, que, em seu caso, substitui a própria ideia de letra, de lyrics.<P>Enumero algumas canções nessa trilha: Eu te amo, Vera gata, Dom de iludir, Ela e eu e até Queixa, que, para narrar uma situação de amor aberto, usa vocábulos kitsch, metáforas horrendas: Princesa, surpresa, você me arrasou / Serpente, nem sente que me envenenou / Senhora, e agora me diga aonde eu vou / Senhora, serpente, princesa. Sem falar, no caso, na assonância, musicalidade, de ouvido mouco. Veloso é abstratizante em suas letras  vago, para parecer profundo. Não há concretude de linguagem, exceto no curto período tropicalista. E, depois, aqui e acolá. Suas canções são musicalmente pobres, quadradas, sem a força primitiva das de um Jorge Ben Jor. Veloso é um anti-Sam Cooke, que fazia do simples e direto algo de extraordinário. </P><br />
<P>Como não faz mais sucesso de estima e nunca fez de massa, Veloso se vale da velha tática. Atacar alguém, para levar público ao show. Desta vez, foi Luiz Inácio Lula da Silva, chamado de analfabeto e grosseiro e cafona ao falar. Quis surfar em popularidade alheia. De fato, um dos maiores erros de Luiz Inácio Lula da Silva foi ter nomeado Gilberto Gil para ser seu Ministro da Cultura e, depois, de ter empossado Juca Ferreira, o discípulo do autor de Aquele abraço. Ao ser indagado sobre a Lei Rouanet, do qual tem se beneficiado há década, Veloso se calou, saindo-se com essa: Não sou muito bom nesse negócio. Imagine se fosse. Dois exemplos recentes: a turnê do medíocre &#8220;Zii e Zie&#8221; foi autorizada a captar recursos milionários por Ferreira, contra parecer da comissão do MinC que examina os casos. &#8220;Coração Vagabundo&#8221; foi igualmente em parte financiado por essa Lei. </P><br />
<P>Ou seja, ele foge do debate de assuntos culturais. Esconde sua cabeça, como sempre fez. A Lei Rouanet transformou a cultura em objeto de comunicação social de corporações: na verdade, acabou com a cultura, com o conceito de o Estado amparar a cultura e não estimulou a criação de um mercado, que é pujante no liberalismo anglo-americano, que Veloso, na mesma entrevista, declara-se admirador. A Lei Rouanet precisa ser revogada. Claude Lévi-Strauss define cultura: Em sua acepção geral, cultura designa o enriquecimento esclarecido do juízo e da capacidade de distinção. Veloso, como aponta Francisco Alambert, em nome da cultura, promoveu, desde os tempos do tropicalismo, a indistinção geral. O que no tropicalismo era, entretanto, abertura, tornou-se depois mero mecanismo de mercado, farsa. </P><br />
<P>Veloso incorporou do conceito de Lévi-Strauss o termo enriquecimento esclarecido. Por isso talvez admire políticos quatrocentões como Aécio Neves, Ciro Gomes ou Mangabeira Unger  que eu nunca soube distinguir do Professor Pardal. Em virtude de seu enriquecimento esclarecido talvez critique a vulgaridade de Luis Inácio Lula da Silva e a paulistanidade deste e de José Serra, o italianinho  ambos produtos da decadente USP. Diz, como sempre, barbaridades: O Serra é o tipo do cara que, se tivesse ganho no lugar do Lula, em 2002, teria trazido mais problemas à economia brasileira. Ele teria feito um governo mais à esquerda e a economia talvez tivesse problemas que não está tendo porque o Lula fez a economia à direita. E conclui do alto de sua cátedra: O Lula foi mais realista do que o rei. Foi bom, a economia deslanchou. O governo Lula tem problemas, falhas, mas Luis Inácio Lula da Silva é o presidente mais forte que o Brasil teve depois de Getúlio Vargas. É um mito, aqui e alhures, com uma trajetória política. O literato Sarney fala bem e, como Veloso sabe, proibiu o filme &#8220;Je vous salue Marie&#8221;, de Jean-Luc Godard, quando era presidente. </P><br />
<P>Não votarei em Marina Silva. Ela integrou o governo Lula por seis anos e, nesse período, não executou um projeto sequer de peso. Limitou-se a bloquear a ação alheia, segundo divulga. Suas opiniões são as de um cidadão comum, embora tenha sido Ministra de Estado. Não se fez propositiva, não se impôs. Ela não é a soma de Lula da Silva e Barack Obama, como a define Veloso napoleonicamente. A senadora é evangélica. Missionária da Assembléia de Deus. Líder informal dessa bancada temática no Congresso. Uma Sarah Palin, à esquerda. No Partido Verde milita um Sarney. A bióloga Cláudia Magalhães denunciou (Época, 21 de maio de 2008) que, quando Ministra, promovia rezas evangélicas em seu gabinete e discriminava outras religiões. Relata que ela ganhou uma carranca no Festival Ecocultural do São Francisco, em Brasília, e se recusou a receber o presente, deixando a festa. Magalhães conclui: Foi quando eu comecei a ver que a fé dela esbarra em sua atuação política. Magalhães informa que a Ministra tinha um Pastor particular, chamado Roberto Vieira, que recebia seus honorários pela Unesco.</P><br />
<P>A República foi proclamada há cem anos: religião não pode se confundir com Estado. A fé não deve bloquear a ciência, embora, com diz Gil, ela não costume faiá. O tema do resgate do meio ambiente  central para humanidade  não qualifica por si só Marina Silva a ser presidente do Brasil. Seria interessante que Veloso tivesse estudado direito, nos dois sentidos. Veloso é um personagem &#8220;old fashion&#8221;, que ainda se sente como antena da raça, que se atribui o papel de porta-voz da sociedade  parece viver congelado no espírito messiânico dos anos 1960, do qual foi, relativamente, beneficiário à revelia, como o tempo revelou. Enfim, como todos sabemos, Veloso  haja vista sua amizade com Juca Ferreira e com Gil  é chegado numa igreja. Cucurucu, Palomaaaaa!</P><br />
<UL><br />
<LI><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><STRONG><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/05/em+entrevista+a+jornal+caetano+veloso+diz+que+marina+nao+e+analfabeta+como+lula+9025985.html"><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><STRONG>Em entrevista, Caetano diz que Marina &#8220;não é analfabeta como Lula&#8221;</STRONG></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></a></STRONG></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN><br />
<LI><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><STRONG><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/05/marina+evita+comentar+criticas+de+caetano+a+lula+9030443.html"><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><STRONG>Marina evita comentar críticas de Caetano a Lula</STRONG></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></a></STRONG></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN><br />
<LI><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><STRONG>iG Música: </STRONG><a href="http://musica.ig.com.br/noticias/2009/11/06/caetano+veloso+vence+dois+premios+no+grammy+latino+9032054.html"><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><STRONG>Caetano Veloso vence dois prêmios no Grammy Latino</STRONG></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></a></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></LI></UL><br />
<P><br />
<P><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN>Leia mais sobre: <a href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;q=Caetano+Veloso" target="_top">Caetano Veloso</a></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></P><br />
<P><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN><SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN>&nbsp;</P></p>
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