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	<title>iG - Blogs e Colunistas &#187; Jornalismo e Opinião</title>
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	<description>Lista completa de todos os blogs e colunas presentes no portal iG</description>
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		<title>O discreto charme de Buñuel</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 17:26:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[  Jean-Claude Carrière relembra &#8220;Meu Último Suspiro&#8221;, livro de memórias de Luis Buñuel que elaborou e é reeditado 
Divulgação

Catherine Deneuve e Luis Buñuel (1900-1983) nas filmagens de &#8220;Bela da Tarde&#8221; (67), longa coescrito por Jean-Claude Carrière


 MARCOS STRECKER &#8211; FOLHA SP
 
DA REPORTAGEM LOCAL
Octavio Paz dizia que o livro  &#8220;Meu Último Suspiro&#8221;, escrito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span><strong> </strong></span> <strong>Jean-Claude Carrière relembra &#8220;Meu Último Suspiro&#8221;, livro de memórias de Luis Buñuel que elaborou e é reeditado </strong></p>
<p><span><em>Divulgação<br />
<img src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/57c7e_i0711200901.jpg" border="0" alt="" /></em><em><br />
Catherine Deneuve e Luis Buñuel (1900-1983) nas filmagens de &#8220;Bela da Tarde&#8221; (67), longa coescrito por Jean-Claude Carrière</em></span></p>
<p><span><em><br />
</em></span></p>
<h2><span><strong> MARCOS STRECKER &#8211; FOLHA SP</strong></span></h2>
<p><strong> </strong><br />
DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Octavio Paz dizia que o livro  &#8220;Meu Último Suspiro&#8221;, escrito  em 1980, era o melhor &#8220;filme&#8221;  de Luis Buñuel. E era mesmo.  Mas não é só. Esse livro de difícil definição sobre o grande  mestre do surrealismo, figura  iconoclasta e iluminada que se  confunde com a formação do  cinema desde os anos 20 (&#8221;Um  Cão Andaluz&#8221;, 1929) até a década de 70 (&#8221;Esse Obscuro Objeto  do Desejo&#8221;, 1977), é também  uma das melhores publicações  sobre a sétima arte.<br />
Só é comparável a &#8220;Hitchcock/ Truffaut &#8211; Entrevistas&#8221;  (Cia. das Letras), de 1967, em  que o &#8220;enfant terrible&#8221; da nouvelle vague faz uma minuciosa  revisão da obra do diretor de  &#8220;Psicose&#8221;. Os dois livros marcaram época e viraram clássicos.<br />
No caso de &#8220;Meu Último Suspiro&#8221;, que agora ganha reedição  (Cosac Naify/Mostra de Cinema de SP, 376 págs., R$ 55, trad.  André Telles), o coautor é também um mestre do cinema, o  roteirista francês Jean-Claude  Carrière, 78, que coassinou várias obras essenciais de Buñuel  (incluindo &#8220;Bela da Tarde&#8221; e &#8220;O  Discreto Charme da Burguesia&#8221;), já trabalhou com Jean-Luc Godard e é parceiro do diretor Peter Brook.<br />
Em entrevista, Carrière lembra que Buñuel não queria escrever um livro de memórias,  então na moda. Para convencê-lo, escreveu um capítulo supostamente narrado pelo cineasta  intitulado &#8220;Os Prazeres deste  Mundo&#8221;, sobre bebidas, tabaco  e bares. Buñuel gostou e o resultado é um livro de cinema  que não analisa nenhum filme e  mostra a personalidade fascinante de um dos grandes artistas do século 20.</p>
<p><img src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/494b5_bunu.jpg" alt="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/494b5_bunu.jpg" width="263" height="219" /><img src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/f6079_LuisBunuel260.jpg" alt="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/f6079_LuisBunuel260.jpg" width="254" height="221" /></p>
<p><em><span>Luis Buñuel e imagem de seu filme A idade do ouro</span></em></p>
<p><p><strong><span>&#8220;Luis Buñuel é maior do que sua obra&#8221;</span></strong></p>
<p><strong> Jean-Claude Carrière afirma que &#8220;Meu Último Suspiro&#8221; é &#8220;livro-retrato&#8221; e diz que Buñuel é &#8220;mais importante que Picasso&#8221;</strong></p>
<p><strong>&#8220;Não fiz um livro sobre os filmes, mas sobre Buñuel. Truffaut queria saber por que eu tinha mais interesse no homem do que na obra&#8221; </strong></p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Leia entrevista com Jean-Claude Carrière, que comenta a  edição de &#8220;Meu Último Suspiro&#8221;, que narra episódios na vida  do cineasta Luis Buñuel, como  a estreia de &#8220;Um Cão Andaluz&#8221;,  a passagem por Hollywood e o  exílio no México.<br />
O francês está escrevendo  um roteiro com o escritor Atiq  Rahimi e acaba de lançar  &#8220;N&#8217;Espérez pas Vous Débarrasser des Livres&#8221; (não ache que os  livros serão descartados, ed.  Grasset), entrevistas conjuntas  com Umberto Eco.  <strong> (MARCOS STRECKER) </strong></p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; &#8220;Meu Último Suspiro&#8221; é  uma obra de Luis Buñuel ou de Jean-Claude Carrière?<br />
JEAN-CLAUDE CARRIÈRE</strong></em> &#8211; Nós escrevemos juntos, como se fosse  um roteiro. Na época, tínhamos  escrito um roteiro que não pôde ser filmado ["Agon"], pois  ele já estava com 80 anos, muito cansado. Como convivi 20  anos com ele, tinha tomado notas sobre sua vida. Ele me contava muitas coisas durante as  refeições e os aperitivos. Fiz os  cálculos, almoçamos juntos  mais de 2.000 vezes. Muitos casais não podem dizer isso&#8230;  Como conhecia sua vida, propus fazer o livro. Ele disse que  não queria, e que todos estavam escrevendo memórias&#8230;  Para convencê-lo, escrevi eu  mesmo o capítulo &#8220;Os Prazeres  desse Mundo&#8221;. Narrei em primeira pessoa dizendo &#8220;eu, Buñuel&#8230;.&#8221;. Ele disse: tenho a impressão que eu mesmo escrevi.  O livro foi escrito em 1980,  ele morreu em 1983. Teve a  oportunidade de ver a edição  espanhola e gostou.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O livro não é uma biografia no sentido comum. Como vocês  chegaram a esse formato?<br />
CARRIÈRE</strong></em> &#8211; Eu o convenci a fazer  não um livro de memórias, mas  um livro-retrato, que se pareceria com ele. Comecei com &#8220;Os  Prazeres desse Mundo&#8221; pois seria um capítulo curto, não teria  a cara de um livro de memórias.  Os que conheceram Buñuel  dizem que o livro se parece  muito com ele. Trabalhamos  no México. De manhã ficávamos juntos, à tarde eu escrevia.  Foi assim durante várias semanas, até chegarmos a uma versão que agradava aos dois.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Quem escolheu os temas?<br />
CARRIÈRE</strong></em> &#8211; Sugeri alguns capítulos e alguns temas. É o nosso  livro, mas é a vida dele. Ele não  teria feito o livro sem mim, porque não gostava de escrever,  mas sem ele não teria conseguido redigir, porque é a vida dele.  Ele não mudou quase nada.  Há coisas que eu conhecia muito bem, como a parte surrealista. Mas havia passagens que  não conhecia muito, como a  Guerra Civil Espanhola. Aí o interroguei de maneira precisa.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; É um livro sobre um cineasta que mal discute sua obra. Como foi recebido no seu lançamento?<br />
CARRIÈRE</strong></em> &#8211; Há um charme, que  não consigo explicar. Às vezes  pego o livro para reler. Ele foi  rapidamente traduzido na Espanha, onde fez um enorme sucesso e se tornou um clássico.  As pessoas falam muito desse  livro, é reeditado com frequência. François Truffaut uma vez  me convidou para jantar só para que conversássemos sobre o  livro. Ele fez uma edição sobre  Hitchcock ["Hitchcock/ Truffaut - Entrevistas"], eu sobre  Buñuel. Discutimos como fizemos nossos livros. Ele escreveu  sobre os filmes de Hitchcock.  Não fiz um livro sobre os filmes, mas sobre Buñuel. Truffaut leu duas vezes o livro. Queria saber porque eu tinha mais  interesse no homem do que na  obra. Disse que Buñuel é que tinha feito essa escolha.  Buñuel não gostava de falar  de cinema. Estávamos de acordo que não falássemos de mim.  É como se ele estivesse diante  de um espelho, e eu estivesse  segurando o espelho.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Havia assuntos que ele  não queria abordar? Buñuel tinha  zonas obscuras em sua vida?<br />
CARRIÈRE</strong></em> &#8211; Ele não gostava de  falar de tragédias na sua vida.  Não gostava de falar da morte  de [Federico García] Lorca, que  o marcou muito. Preferia falar  dos bons momentos.  Por exemplo: não gostava de  falar do momento em que precisou pedir demissão do Museu  de Arte Moderna de Nova York,  episódio em que Salvador Dalí  teve responsabilidade. Gostava  de guardar os bons momentos  com seus velhos amigos.  Posso testemunhar que era  um homem de grande bondade.  É raro encontrar alguém tão  generoso que ao mesmo tempo  tenha um olhar impiedoso sobre as coisas e as pessoas.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Qual é a importância de  Buñuel atualmente?<br />
CARRIÈRE</strong></em> &#8211; Hoje há duas visões.  Uma é dizer que era um cineasta surrealista. Outra é a visão  hispânica, de que Buñuel é o  maior artista espanhol desde  Goya. Para qualquer romancista, cineasta, pintor ou filósofo,  há um momento em que é inevitável se defrontar Buñuel.<br />
Ele é muito mais importante  do que Picasso. Picasso é pintor, mas apenas pintor. Buñuel  é um personagem maior do que  sua obra, não se reduz a ela. Isso era claro para mim na época,  como ainda é hoje.<br />
Por isso o livro se tornou um  clássico. Releio com frequência  o último parágrafo, em que ele  diz que &#8220;gostaria de poder se levantar dos mortos a cada dez  anos, ir até uma banca e comprar alguns jornais; voltaria ao  cemitério e leria sobre os desastres do mundo, antes de voltar a adormecer, sereno&#8221;.<br />
Se eu escrevesse um livro sobre Buñuel hoje, o mostraria  sobre a tumba. Diria como está  o mundo atualmente, para saber o que ele acharia disso. Eu  levaria os jornais para ele.</p>
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		<title>Protógenes e a missão</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 16:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Nassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Por João Vergílio G. Cuter
É fácil gostar do juiz Fausto de Sanctis. Ele não erra. Por mais que o ministro Gilmar Mendes o provoque, por mais que os advogados de Dantas lhe ofereçam ocasião para um deslize, ele não se desespera, não dá um passo em falso, não deixa que o ser humano se sobreponha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por João Vergílio G. Cuter</h2>
<p>É fácil gostar do juiz Fausto de Sanctis. Ele não erra. Por mais que o ministro Gilmar Mendes o provoque, por mais que os advogados de Dantas lhe ofereçam ocasião para um deslize, ele não se desespera, não dá um passo em falso, não deixa que o ser humano se sobreponha ao cargo. Jamais escreveria uma carta aberta ao presidente Obama, sonhando com uma repercussão internacional que ele sabe perfeitamente que não existirá. O professor Pasquale (ou seu Ersatz) jamais catariam um errinho de português em seus despachos. Sabe sinalizar, nas entrelinhas de seu texto, o pano de fundo teórico de suas decisões, obrigando Gilmar Mendes a também ter que explicitar as suas, quando o combate. Leva o debate para um plano no qual um simples pé na bunda seria visto por todos como prova, não apenas de truculência, mas também de despreparo. Além disso tudo, é incorruptível. Quem não admira um homem assim?</p>
<p><img src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/2a629_trans.gif" alt="" />Protógenes Queiroz não é tudo isso. Foi apenas um excelente delegado – um dos mais conceituados dentro da Polícia Federal. Quando falou a respeito da máfia chinesa no Brasil, Misha Glenny, um dos maiores jornalistas em atividade de todo o mundo, rasgou elogios à sua atuação no caso. Obstinado, dedicava tempo integral aos casos sob sua responsabilidade. Seus arquivos pessoais, criminosamente devassados ao público, mostram bem isso. Convencido de que o esquema de Daniel Dantas estendia-se à imprensa, passou a fazer um acompanhamento diário dos jornais, anotando, para uso estritamente pessoal, todo e qualquer indício de participação. Estava na pista certa, e teria sabido separar o joio do trigo, caso o inquérito que conduzia não tivesse sido abortado pelo vazamento, obrigando-o a produzir um relatório a toque de caixa, juntando de maneira um pouco caótica as evidências que tinha colhido até ali. Sabia do poder de corrupção de Daniel Dantas, e sentia na pele, a cada obstáculo que se interpunha em seu trabalho, a presença desse poder no seio da própria corporação em que trabalhava. Resolveu unir-se ao único homem em quem realmente confiava – o delegado Paulo Lacerda, atualmente exilado em Lisboa. Aproveitou-se das brechas da lei para criar uma equipe de funcionários da Abin que lhe permitisse levar adiante o trabalho distribuindo tarefas e mantendo o controle da operação. Fez o que pode para honrar seu cargo.</p>
<p>Voltaram-se contra ele os quatro poderes da República. No executivo, Nelson Jobim; no Legislativo, uma verdadeira tropa de choque, capitaneada por Arthur Virgílio e Raul Jungmann; no Judiciário, ninguém menos que o presidente do Supremo Tribunal Federal; na imprensa, a revista Veja, o Estadão, a Folha e a Rede Globo. Todos unidos contra um delegado, golpeando-o diariamente, sem piedade, na mais poderosa campanha contra um indivíduo a que já tive a oportunidade de assistir.</p>
<p>Não é fácil, mesmo, gostar do delegado Protógenes Queiroz. Tem o estilo e o português claudicantes dos inquéritos policiais. Mistura citações que traem essa falta erudição que tanto irrita os intelectuais de Higienópolis. No olho do furacão, às vezes mostra todo o pavor que qualquer um de nós sentiria se estivesse na situação que ele teve que enfrentar, e que agora, com sua demissão, chega ao desenlace. Alia-se à esquerda mais atrasada do país, deixando nas mãos de seus adversários a acusação fácil de que agia movido por paixões ideológicas. Joga de guarda aberta, movido por uma crença quase messiânica no poder da verdade. Às vezes, mete os pés pelas mãos.</p>
<p>Apesar de tudo isso, eu o admiro acima de qualquer outro brasileiro, hoje. Ele é, para mim, o símbolo do homem honesto, incorruptível, capaz de enfrentar o mundo pelos ideais que professa – tudo isso que uma sociedade desossada, movida pelo interesse, nos ensinou a desprezar. Tivesse aceitado aquela dinheirama que lhe foi oferecida, estaria hoje confortavelmente sentado em sua sala, com ar condicionado, salários pagos pontualmente, recebendo homenagens, promoções, tapinhas nas costas, risadinhas cúmplices. Optou pelo Calvário, e ficou sozinho, entregue a seus carrascos. A hipocrisia nacional cairá sobre ele na forma de comentários sóbrios, editoriais sensatos, opiniões abalizadas expressas no melhor português, num estilo impecável. Há um clima de alívio no ar. O monstro está no chão, derrotado, imóvel. Os computadores de Daniel Dantas são mesmo indevassáveis, e todos estão perfeitamente avisados daquilo que acontece a quem tem a ousadia de tentar devassá-los. De agora em diante, todo aquele que quiser colocar seu dever acima das conveniências, estará na obrigação de se perguntar, primeiro, se é suficientemente perfeito para enfrentar as consequências de sua temeridade. Quem se habilita?</p>
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		<title>Mostra de SP exibe favoritos hoje</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 16:19:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>

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&#8220;Carmo&#8221; e &#8220;Niguém Sabe dos Gatos Persas&#8221;, escolhidos pelo público e pela crítica, estão na programação extra do evento
Salas de cinema também exibem filmes elogiados por críticos da Folha, como  &#8220;A Ressurreição de Adam&#8221;  e &#8220;London River&#8221; 


O filme brasileiro favorito do  público na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span><strong><br />
</strong></span></p>
<p><strong>&#8220;Carmo&#8221; e &#8220;Niguém Sabe dos Gatos Persas&#8221;, escolhidos pelo público e pela crítica, estão na programação extra do evento</strong></p>
<p><strong>Salas de cinema também exibem filmes elogiados por críticos da Folha, como  &#8220;A Ressurreição de Adam&#8221;  e &#8220;London River&#8221; </strong></p>
<p><span><br />
</span></p>
<p>O filme brasileiro favorito do  público na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo,  anunciado anteontem, terá  mais uma exibição hoje, na programação extra do festival, que  vai até quarta-feira.<br />
&#8220;Carmo&#8221;, longa de estreia de  Murilo Pasta, conta a saga de  um contrabandista espanhol  paraplégico pelas fronteiras da  América do Sul e tem pontas do  ator Márcio Garcia e do cantor  Seu Jorge, como uma dupla de  bandoleiros improváveis.<br />
&#8220;Ninguém Sabe dos Gatos Persas&#8221;, uma viagem musical pelo submundo de Teerã, também passa hoje. O filme do iraniano Bahman Ghobadi foi escolhido como o melhor do festival pela crítica -jornalistas e críticos de cinema que votam.<br />
Outros dois destaques do dia  são &#8220;A Ressurreição de Adam&#8221;,  sobre o Holocausto, e &#8220;London  River&#8221;, sobre uma mãe cristã e  um pai muçulmano em busca  de seus filhos desaparecidos  em Londres, em 2005. <em><strong>Fonte Folha de São Paulo</strong></em></p>
<p><strong>NINGUÉM SABE DOS GATOS PERSAS </strong><br />
(Kasi Az Gorbehaye Irani Khabar Nadareh, Irã, 2009)</p>
<p><span></span></p>
<p>Bahman Ghobadi filma um falso documentário ao estilo de “Close-Up”, de Kiarostami, sobre a cena underground da música iraniana. As imagens acompanham dois jovens músicos, um homem e uma mulher, recém-saídos da prisão, que decidem formar uma banda. Juntos, eles andam pelo submundo de Teerã à procura de outros músicos. Por meio dessa busca, o público começa a conhecer a situação política e cultural do Irã, onde tudo é proibido – de ter vídeos de filmes americanos a ouvir música estrangeira. Mas os jovens iranianos não querem música árabe tradicional, então suas melodias encontram o jazz, o pop, o heavy metal e até o rap, em letras que se alternam entre o farsi e o proibido inglês. Eles nem sequer podem tocar, assim formar uma banda se torna um ato político, que os inspira a desafiar as autoridades tocando em lugares improvisados.</p>
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		<title>Os sobrenomes estranhos</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 16:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Nassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Recém-chegado a São Paulo, costumava sair pela noite com meu amigo e parceiro de música João Cleber Juriti que, logo que chegou a São Paulo, arrumou um emprego na agência do Banco Irmãos Guimarães, perto da Galeria Metrópole.
Uma de nossas diversões era fazer levantamento de sobrenomes estranhos, que constavam ou das listas telefônicas, ou da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recém-chegado a São Paulo, costumava sair pela noite com meu amigo e parceiro de música João Cleber Juriti que, logo que chegou a São Paulo, arrumou um emprego na agência do Banco Irmãos Guimarães, perto da Galeria Metrópole.</p>
<p>Uma de nossas diversões era fazer levantamento de sobrenomes estranhos, que constavam ou das listas telefônicas, ou da relação de clientes do BIG. Um desses sobrenomes era o senhor Costacurta.</p>
<p>Um dia, o imperdível O Pasquim publicou um artigo do Paulo Francis espinafrando a música popular, depreciando-a frente a música erudita.</p>
<p>Passei na agência, peguei o João e fomos para a Biblioteca Municipal, vizinha dali.</p>
<p>Lá, consultamos uma montanha de enciclopédias e levantamos autores esquecidos da música erudita alemã, inglesa, oriental, mostrando sua dívida com a música popular. Escrevemos um artigo que era um monumento à erudição vazia, com citações em alemão, inglês, uma maravilha para certo tipo de jornalismo cultural. E enviamos para o Pasquim, com o pseudônimo roubado do senhor Costacurta. Não colocamos os nossos nomes com receio de ele descobrir que estava tratando com dois fedelhos.</p>
<p>Uma ou duas edições depois, naquela seção de notas curtas saiu a resposta do Paulo Francis, espinafrando o sobrenome Costacurta mas evitando discutir com aquele monumento de erudição desenfreada que constava da carta. Para sorte nossa, aliás.</p>
<p>Mandamos a tréplica, ainda mais pernóstica do que a primeira carta, animadíssimos com o fato do mestre ter caído na provocação.</p>
<p>Mas não houve resposta. Na semana seguinte, a turma do Pasquim foi presa pela ditadura.</p>
<p>Estava lembrando disso para um exercício alegre de fim de semana: juntarmos os sobrenomes mais estranhos que cada qual já viu ao longo de sua vida e de sua cidade.</p>
<p>Alô, alô, nordeste e interior de Minas: nesse quesito, somos imbatíveis.</p>
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		<title>A estagnação do Designer brasileiro</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 16:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Nassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eddie209
Sugiro criarmos uma discussão sobre o Design no Brasil. Sou designer de produto na área automotiva (em um fornecedor de montadoras), tentamos inovar aqui, mas está dificil… Mas ainda assim, principalmente quando falamos em qualidade de acabamento, que é uma área que estou tentando me especializar eu tenho visto que a área automotiva é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Eddie209</h2>
<p>Sugiro criarmos uma discussão sobre o Design no Brasil. Sou designer de produto na área automotiva (em um fornecedor de montadoras), tentamos inovar aqui, mas está dificil… Mas ainda assim, principalmente quando falamos em qualidade de acabamento, que é uma área que estou tentando me especializar eu tenho visto que a área automotiva é a única que tem elevado o nível.</p>
<p>Apesar de todos reclamarem da “plastiquera” que há nos automóveis, o que eu concordo e não entendo, já que isso tem solução, outros produtos, como eletrodomésticos são vergonhosos… Acabamentos péssimos, deformações, problemas de encaixe, rebarbas… Tudo isso pode ser resolvido, de forma barata e com o conhecimento dos designer e engenheiros brasileiros.</p>
<p>Estamos ficando com produtos semelhantes aos chineses de um tempo atrás… E os produtos deles tem melhorado muito…</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O genoma do cavalo</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 16:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Nassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e opinião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.ig.com.br/o-genoma-do-cavalo/</guid>
		<description><![CDATA[Por André
Sim, agora sabemos qual o genoma do cavalo. São 2,7 bilhões de letras genéticas reunidas em 64 cromossomos, o que faz o genoma dele ser maior que o do cão, mas menor que o nosso e dos bois.
Fora que eles são mais próximos geneticamente de nós do que os cães ou os ratos. Também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por André</h2>
<p>Sim, agora sabemos qual o genoma do cavalo. São 2,7 bilhões de letras genéticas reunidas em 64 cromossomos, o que faz o genoma dele ser maior que o do cão, mas menor que o nosso e dos bois.</p>
<p>Fora que eles são mais próximos geneticamente de nós do que os cães ou os ratos. Também são mais próximos a nós do que aos bois, e isso porque são ambos animais de casco. 90 doenças equinas são equivalentes a enfermidades humanas e 17 dos 32 pares de cromossomos que compõem um cavalo estão na mesma ordem que estariam em humanos, o que os faz 53% parecidos conosco. Além disso, há mais de um milhão de diferenças genéticas nas várias raças do animal.</p>
<p><span></span>O animal usado para o sequenciamento foi uma égua puro-sangue inglesa chamada Twilight. Também analisaram DNA de outras raças, como andaluzes, árabes e islandeses, o que permitiu descobrir o tal milhão de diferenças.</p>
<p>Valeria a pena fazer uma postagem sobre esse amigo que nos acompanha de 4 e 6 mil anos, ainda mais pensando no uão fundamental ele foi para a humanidade durante grande parte da existência da civilização. Os árabes não conquistaram uma extensão que ia até a Península Ibérica só porque deixaram de ser tribos isoladas, mas porque seus cavalos baixinhos e de cauda sempre levantada eram melhores e mais ágeis que os pesados animais europeus. Mongóis também não chegaram à porta da Europa somente porque Gêngis Khan quis fazer um império, mas também porque os cavalos mongóis formavam verdadeiros centauros com quem os montava. Aliás, falando em cavalos mongóis, quem achava que eles eram ancestral do cavalo doméstico descobriu que eles são só uma outra raça, com a particularidade de ter um cromossomo a mais que os 64 normais.</p>
<p>Aqui no Brasil, o cavalo sempre esteve na história, seja montado por portugueses e holandeses, seja por nossos índios. Os guaicurus eram conhecidos por “índios cavaleiros” e se tornaram poderosos por conta dos cavalos que os espanhóis trouxeram para a região do Pantanal, sempre montando-os sem selas. No sul, os gaúchos também são testemunhas de tudo o que esses animais são capazes. Além disso, temos raças das mais interessantes por aqui, como o lavradeiro, que é imune à anemia equina infecciosa (mais ou menos equivalente ao que é a Aids para os humanos).</p>
<p>Os índios dos EUA também muito devem aos cavalos. Ao verem a naturalidade daquele animal trazido pelos espanhóis nas pastagens nativas, disseram que a grama se lembrava deles e inconscientementemente descobriram algo que a ciência só muito depois ia constatar: que já houve uma espécie nativa de cavalo na América do Norte e que o animal do Velho Mundo acabou ocupando o nicho de um animal extinto 10 mil anos antes de os espanhóis trazerem os primeiros cavalos europeus, animais esses que ficaram tão à vontade no Novo Mundo que se considera a introdução deles uma reintrodução. Ainda que constatassem a familiaridade do animal estrangeiro com terras em que ele nunca havia pisado, muitas tribos ficaram sem palavras. Os sioux, tão dependentes do animal, não tinham uma palavra para defini-lo e o chamaram de “tashunka”, que quer dizer “cachorro grande”. Talvez soubessem que aquele animal em que confiavam era mais próximo de nós do que o cão, coisa que os geneticistas confirmaram agora.</p>
<p>Muitos que leem este texto de alguma forma são filhos do cavalo e devem sua presença neste mundo a ele, seja porque sobre seu lombo algum antepassado fazia parte de povos que conquistaram grandes extensões de terra, seja porque algum antepassado dependeu do lombo do bicho para fugir dos opressores. Também precisa agradecer ao cavalo pela comida garantida, seja a carne do próprio ou as hortaliças que cresceram graças ao arado puxado. Nos dias atuais, caso tenha sido picado por uma cobra e tomou soro antiofídico, também precisa agradecer ao cavalo porque o soro é equinoderivado.</p>
<p>Agora que conhecemos seu DNA, que tenhamos ainda mais sabedoria de com ele lidar, sabedoria essa que nossos antepassados tiveram empiricamente por milênios ao trazê-lo para nosso convívio mais próximo.</p>
<p>http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/11/05/pesquisadores-fazem-sequenciamento-do-genoma-do-cavalo-914622388.asp http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-decodificam-genoma-do-cavalo-domestico,461859,0.htm http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8345578.stm http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091105143708.htm http://www.lifescientist.com.au/article/325307/horse_genome_reveals_evolutionary_surprises?fp=4194304&amp;fpid=1 Sim, agora sabemos qual o genoma do cavalo. São 2,7 bilhões de letras genéticas reunidas em 64 cromossomos, o que faz o genoma dele ser maior que o do cão, mas menor que o nosso e dos bois. Fora que eles são mais próximos geneticamente de nós do que os cães ou os ratos. Também são mais próximos a nós do que aos bois, e isso porque são ambos animais de casco. 90 doenças equinas são equivalentes a enfermidades humanas e 17 dos 32 pares de cromossomos que compõem um cavalo estão na mesma ordem que estariam em humanos, o que os faz 53% parecidos conosco. Além disso, há mais de um milhão de diferenças genéticas nas várias raças do animal. O animal usado para o sequenciamento foi uma égua puro-sangue inglesa chamada Twilight. Também analisaram DNA de outras raças, como andaluzes, árabes e islandeses, o que permitiu descobrir o tal milhão de diferenças. Valeria a pena fazer uma postagem sobre esse amigo que nos acompanha de 4 e 6 mil anos, ainda mais pensando no uão fundamental ele foi para a humanidade durante grande parte da existência da civilização. Os árabes não conquistaram uma extensão que ia até a Península Ibérica só porque deixaram de ser tribos isoladas, mas porque seus cavalos baixinhos e de cauda sempre levantada eram melhores e mais ágeis que os pesados animais europeus. Mongóis também não chegaram à porta da Europa somente porque Gêngis Khan quis fazer um império, mas também porque os cavalos mongóis formavam verdadeiros centauros com quem os montava. Aliás, falando em cavalos mongóis, quem achava que eles eram ancestral do cavalo doméstico descobriu que eles são só uma outra raça, com a particularidade de ter um cromossomo a mais que os 64 normais. Aqui no Brasil, o cavalo sempre esteve na história, seja montado por portugueses e holandeses, seja por nossos índios. Os guaicurus eram conhecidos por &#8220;índios cavaleiros&#8221; e se tornaram poderosos por conta dos cavalos que os espanhóis trouxeram para a região do Pantanal, sempre montando-os sem selas. No sul, os gaúchos também são testemunhas de tudo o que esses animais são capazes. Além disso, temos raças das mais interessantes por aqui, como o lavradeiro, que é imune à anemia equina infecciosa (mais ou menos equivalente ao que é a Aids para os humanos). Os índios dos EUA também muito devem aos cavalos. Ao verem a naturalidade daquele animal trazido pelos espanhóis nas pastagens nativas, disseram que a grama se lembrava deles e inconscientementemente descobriram algo que a ciência só muito depois ia constatar: que já houve uma espécie nativa de cavalo na América do Norte e que o animal do Velho Mundo acabou ocupando o nicho de um animal extinto 10 mil anos antes de os espanhóis trazerem os primeiros cavalos europeus, animais esses que ficaram tão à vontade no Novo Mundo que se considera a introdução deles uma reintrodução. Ainda que constatassem a familiaridade do animal estrangeiro com terras em que ele nunca havia pisado, muitas tribos ficaram sem palavras. Os sioux, tão dependentes do animal, não tinham uma palavra para defini-lo e o chamaram de &#8220;tashunka&#8221;, que quer dizer &#8220;cachorro grande&#8221;. Talvez soubessem que aquele animal em que confiavam era mais próximo de nós do que o cão, coisa que os geneticistas confirmaram agora. Muitos que leem este texto de alguma forma são filhos do cavalo e devem sua presença neste mundo a ele, seja porque sobre seu lombo algum antepassado fazia parte de povos que conquistaram grandes extensões de terra, seja porque algum antepassado dependeu do lombo do bicho para fugir dos opressores. Também precisa agradecer ao cavalo pela comida garantida, seja a carne do próprio ou as hortaliças que cresceram graças ao arado puxado. Nos dias atuais, caso tenha sido picado por uma cobra e tomou soro antiofídico, também precisa agradecer ao cavalo porque o soro é equinoderivado. Agora que conhecemos seu DNA, que tenhamos ainda mais sabedoria de com ele lidar, sabedoria essa que nossos antepassados tiveram empiricamente por milênios ao trazê-lo para nosso convívio mais próximo.</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/11/05/pesquisadores-fazem-sequenciamento-do-genoma-do-cavalo-914622388.asp" target="_blank">http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/11/05/pesquisadores-fazem-sequenciamento-do-genoma-do-cavalo-914622388.asp</a></p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-decodificam-genoma-do-cavalo-domestico,461859,0.htm" target="_blank">http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-decodificam-genoma-do-cavalo-domestico,461859,0.htm</a></p>
<p><a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8345578.stm" target="_blank">http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8345578.stm</a></p>
<p><a href="http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091105143708.htm" target="_blank">http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091105143708.htm</a></p>
<p><a href="http://www.lifescientist.com.au/article/325307/horse_genome_reveals_evolutionary_surprises?fp=4194304&amp;fpid=1" target="_blank">http://www.lifescientist.com.au/article/325307/horse_genome_reveals_evolutionary_surprises?fp=4194304&amp;fpid=1</a></p>
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		<title>O fator Salieri na política</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 16:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Nassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo e opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eduardo Ramos
Nassif, por favor, faça um post sobre a entrevista no Estadão, com o ministro Paulo Bernardo, onde ele fala com todas as letras, que FHC tenta acordar a oposição, por causa da mediocridade do PSDB e do DEM, e diz que o FHC está parecendo o Sallieri, aquele maestro invejoso, em relação ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Eduardo Ramos</h2>
<p>Nassif, por favor, faça um post sobre a entrevista no Estadão, com o ministro Paulo Bernardo, onde ele fala com todas as letras, que FHC tenta acordar a oposição, por causa da mediocridade do PSDB e do DEM, e diz que o FHC está parecendo o Sallieri, aquele maestro invejoso, em relação ao Mozart. PS – Adivinha quem é Mozart? rs rs rs – Tá excelente a entrevista, li lá no Conversa Afiada! Abração!</p>
<h3>Bernardo compara FHC a desafeto de Mozart</h3>
<h4>Da Agência Estado</h4>
<p>O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje, em Curitiba, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com o artigo publicado domingo no jornal O Estado de S.Paulo , em que criticou o governo Luiz Inácio Lula da Silva, está tentando &#8220;suprir a deficiência da oposição&#8221;. &#8220;Como ele é uma pessoa brilhante, de grande talento, e a oposição está numa mediocridade imensa, colossal, ele está tentando suprir isso&#8221;, concluiu. &#8220;Agora, o risco que corre é ele ficar parecendo o Salieri (maestro Antonio Salieri), que ficava criticando o talento de Mozart (músico Wolfgang Amadeus Mozart) porque ele não conseguia ter o mesmo talento, não conseguia ter o mesmo reconhecimento.&#8221;</p>
<p><span></span>De acordo com Bernardo, que esteve em Curitiba para uma palestra a professores, alunos e servidores da Universidade Federal do Paraná sobre o desempenho do governo federal e as perspectivas para 2010, uma possível comparação com Salieri é um risco muito grande &#8220;para uma pessoa com a história do Fernando Henrique, que já foi considerado o príncipe da sociologia&#8221;.</p>
<p>No artigo, o ex-presidente usa termos como &#8220;subperonismo&#8221; e &#8220;autoritarismo popular&#8221; ao se referir à administração petista. &#8220;Ele faz o discurso de que, se não concorda comigo, é autoritário, deve ser alguma coisa desse tipo, mas isso é muito pobre para um Fernando Henrique, que era um dos maiores pensadores do Brasil em termos de realidade&#8221;, alfinetou Bernardo. &#8220;Uma pessoa com toda essa bagagem ficou sozinho, de franco-atirador, tentando resolver o problema que a incompetência do PSDB e do DEM não consegue resolver, que é ter um discurso para o País, que é ter uma proposta alternativa&#8221;, emendou.</p>
<p>Em sua palestra, o ministro disse que às vezes o governo é criticado por estar planejando os próximos anos sem ao menos saber se o PT continuará no poder. &#8220;Nós achamos que é obrigação do atual governo preparar o terreno para o próximo, independentemente de quem ganhar a eleição&#8221;, disse. &#8220;Se tivermos um trabalho previamente estruturado, o governo terá apenas que fazer opções e poderá trabalhar com economia de tempo e economia de recursos porque vamos fazer isso.&#8221;</p>
<p>Para Bernardo, os investimentos que o Brasil tem feito, principalmente por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vão se constituir em um &#8220;ritual de passagem do País em desenvolvimento para o País de primeiro mundo&#8221;. E ressaltou que o Brasil tem uma democracia consolidada. &#8220;As mudanças se dão no voto, se quiserem mudar têm uma possibilidade no ano que vem.&#8221;</p>
<h2>Resposta de Salieri</h2>
<h3>Do Terra</h3>
<h3><a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4087615-EI7896,00-Apos+criticas+de+Lula+FHC+diz+evitar+debate+de+baixo+nivel.html" target="_blank">Após críticas de Lula, FHC diz evitar debate de &#8216;baixo nível&#8217;</a></h3>
<p>Vagner Magalhães</p>
<p>Direto de São Paulo</p>
<p>O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) comentou neste sábado as críticas de seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feitas ontem durante o 12º Congresso do PCdoB, em São Paulo. No evento, Lula afirmou que FHC tinha certeza de que o governo petista &#8220;seria um fracasso&#8221;, além de dizer que o governo tucano não foi melhor por &#8220;incompetência&#8221;.</p>
<p>&#8220;Tudo o que tinha a dizer já disse. Não vou mais falar sobre o assunto. Não quero entrar nesse debate de baixo nível das questões&#8221;, disse Fernando Henrique, que participa nesse sábado da Conferência de São Paulo.</p>
<p>As críticas de Lula foram motivadas por um artigo escrito por Fernando Henrique, publicado no último fim de semana. No texto, o tucano afirmou que se a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), ganhar as eleições presidenciais em 2010, sobrará ao Brasil um &#8220;subperonismo&#8221; &#8211; em referência ao ex-presidente argentino Juan Domingo Perón &#8211; e &#8220;uma burocracia sindical aninhada no Estado&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que eu escrevi foi pensando no funcionamento do sistema, não foi pensando em pessoas. Não tenho nada a acrescentar. Quero evitar que isso se transfome em acusações pessoais. Não é o meu objetivo e não faz meu estilo&#8221;, disse o ex-presidente.</p>
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		<title>Obama enfrenta sua batalha de Anzio</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 15:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>

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Paul Krugman* &#8211; O Estado SP
Lembram de quando os republicanos se gabavam de que transformariam o problema da reforma da saúde na derrota de Waterloo do presidente Obama? Bem, as pesquisas de opinião sugerem que a questão trabalhou a favor dos democratas nas eleições de terça-feira. Mas, embora não deva constituir o Waterloo de Obama, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/f746b_obama15_PAGINA.jpg" alt="O Presidente Barack Obama tem até ao fim do seu mandato para reduzir o défice orçamental dos EUA, o maior do mundo." width="320" height="209" /><img class="alignnone size-full wp-image-15721" src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/f746b_krugman.jpg" alt="krugman" width="139" height="209" /></p>
<h2><span>Paul Krugman* &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Lembram de quando os republicanos se gabavam de que transformariam o problema da reforma da saúde na derrota de Waterloo do presidente Obama? Bem, as pesquisas de opinião sugerem que a questão trabalhou a favor dos democratas nas eleições de terça-feira. Mas, embora não deva constituir o Waterloo de Obama, a política econômica começa a se parecer com o drama americano na batalha de Anzio.</p>
<p>Evidentemente, as eleições não foram um plebiscito sobre Obama. Na realidade, a maioria dos eleitores concentrou-se nos problemas locais &#8211; e os que se concentraram nas questões de âmbito nacional tenderam a favorecer a política democrata. Em Nova Jersey, o eleitorado que considerou a saúde o aspecto fundamental, votou no governador Jon Corzine por uma margem de 4 a 1; e Chris Christie conquistou os eleitores preocupados com os impostos sobre bens imóveis e a corrupção.</p>
<p>Entretanto, nessas eleições o que pesou foi um elemento de âmbito nacional. O eleitorado de todo o país está de péssimo humor, em grande parte por causa da situação econômica que continua sombria. E quando o eleitorado está mal-humorado, volta-se contra quem está no governo. O próprio Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, viu sua reeleição supostamente fácil transformar-se numa competição muito acirrada.</p>
<p>Por outro lado, os concorrentes saíram-se bem, mesmo quando não tinham uma alternativa coerente para oferecer. Christie jamais explicou de que maneira pretende reduzir os impostos sobre bens imóveis, considerando a situação calamitosa de Nova Jersey &#8211; mas, apesar disso, os eleitores resolveram correr o risco.</p>
<p>Isso não é nada auspicioso para os democratas nas eleições de meio de mandato, no ano que vem &#8211; não porque os eleitores rejeitarão seu programa, mas porque tudo indica que, daqui a um ano, o desemprego continuará dolorosamente elevado. E os republicanos poderão beneficiar-se disso, apesar de terem se tornado o partido sem ideias.</p>
<p>O que me traz de volta à analogia com o episódio de Anzio.</p>
<p>A batalha de Anzio, na Segunda Guerra Mundial, foi um exemplo clássico dos perigos de uma excessiva cautela. As forças aliadas desembarcaram muito atrás das linhas inimigas, apanhando de surpresa seus adversários. Em vez de aproveitar da vantagem, o comandante americano ficou parado em sua cabeça de praia, e logo foi atacado pelas forças alemãs do alto das colinas à sua volta, sofrendo pesadas baixas.</p>
<p>O paralelo com a atual política econômica é o seguinte: no início deste ano, o presidente Obama assumiu o cargo com um forte mandato, proclamando a necessidade de agir de maneira ousada no campo da economia. No entanto, suas medidas concretas foram mais cautelosas do que ousadas. Embora suficientes para tirar a economia da beira do precipício, não bastaram para reduzir o desemprego.</p>
<p>Assim, o pacote de estímulo não chegou a ser o que muitos economistas &#8211; entre eles alguns do próprio governo &#8211; consideravam necessário.</p>
<p>Segundo o jornal The New Yorker, Christina Romer, presidente do Conselho de Assessores Econômicos da presidência, avaliou que seria justificável um pacote superior a US$ 1,2 trilhão.</p>
<p>No meio tempo, o governo recuou diante das propostas de injetar enormes somas de capital suplementar nos bancos, exigindo provavelmente a estatização temporária das instituições mais frágeis. Ao contrário, adotou uma estratégia de negligência benevolente &#8211; basicamente, esperando que os bancos conseguissem se recuperar e reencontrar o caminho da saúde financeira.</p>
<p>Funcionários do governo poderão alegar que não dispunham de campo de manobra por causa da realidade política, e que uma estratégia mais ousada não seria aprovada pelo Congresso. Mas nunca puseram à prova esse pressuposto e também nunca apresentaram indicação de que estavam fazendo menos do que queriam. A linha oficial foi que a sua política era correta, o que torna difícil explicar, agora, o motivo pelo qual há necessidade de fazer mais.</p>
<p>E é preciso fazer mais. De fato, a economia cresceu bastante rapidamente no terceiro trimestre &#8211; mas não o suficiente para que houvesse um progresso significativo em relação ao emprego. E não há muitos motivos para se esperar que as coisas possam melhorar daqui para frente. O estímulo já produziu seu efeito máximo no que se refere ao crescimento. O próprio Timothy Geithner, o secretário do Tesouro, admite que os bancos continuam relutando a conceder empréstimos. Muitos economistas preveem que a expansão da economia, na sua situação atual, desaparecerá no decorrer do próximo ano.</p>
<p>O problema é que não está claro o que Obama poderá fazer diante desta perspectiva. Em Washington, o senso comum parece estar congelado na ideia de que os déficits orçamentários impedem um novo estímulo fiscal &#8211; ideia totalmente errada do ponto de vista da economia, mas aparentemente não importa. Ao mesmo tempo, a base democrata, tão vibrante no ano passado, perdeu grande parte do seu ímpeto e paixão, em parte porque aparentemente muitos consideraram a estratégia pouco enérgica do governo a respeito de Wall Street uma traição aos seus ideais.</p>
<p>Então, como o presidente não explorou suas oportunidades iniciais, está preso em sua cabeça de praia excessivamente limitada.</p>
<p>Se os democratas sofrerem uma pesada derrota nas eleições de meio de mandato, os gurus da mídia dirão que Obama quis fazer demais, que afinal esta é uma nação de centro-direita e assim por diante. Mas a verdade é que Obama pôs em risco seu programa ao fazer pouco demais. A decisão fatal, no início do ano, de adotar meias medidas econômicas poderá perseguir os democratas nos anos que virão.</p>
<p><strong>*Paul Krugman é Prêmio Nobel de Economia </strong></p>
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		<title>A cidade suja de Kassab na mira do tribunal</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 13:22:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Relatório do TCM aponta falhas na varrição em três regiões de SP
Cerca de 41% das vias deixaram de ser limpas, segundo técnicos do tribunal

ADRIANA FERRAZ DO &#8220;AGORA&#8221; &#8211; FOLHA SP
Relatório produzido pelo TCM (Tribunal de Contas do Município) aponta falhas no serviço de varrição e coleta de entulho em pelo menos três regiões de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span>Relatório do TCM aponta falhas na varrição em três regiões de SP</span></strong></p>
<p><strong>Cerca de 41% das vias deixaram de ser limpas, segundo técnicos do tribunal</strong></p>
<p><img style="cursor: -moz-zoom-in" src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/5a8d0_kassab.jpg" alt="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/5a8d0_kassab.jpg" width="235" height="194" /><img style="cursor: -moz-zoom-in" src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/e5690_B8BB2E02E142459EB4211190768E0F2F.jpg" alt="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/e5690_B8BB2E02E142459EB4211190768E0F2F.jpg" width="289" height="192" /></p>
<h2><span>ADRIANA FERRAZ DO &#8220;AGORA&#8221; &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>Relatório produzido pelo TCM (Tribunal de Contas do Município) aponta falhas no serviço de varrição e coleta de entulho em pelo menos três regiões de São Paulo: Sé, na região central, Lapa e Pinheiros, ambos bairros da zona oeste.<br />
O trabalho dos técnicos do órgão inclui o período em que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) ordenou que as empresas cortassem ordens de serviço, já que teriam os repasses dos cofres municipais reduzidos em 20%. Isso ocorreu entre agosto e setembro. O problema é que, de acordo com o relatório produzido pelo tribunal, o prejuízo para a cidade foi maior: em média, 41% das ruas e avenidas deixaram de ser limpas.<br />
Na época choveu muito e a sujeira das ruas ajudou a agravar as enchentes no município.<br />
A prefeitura terá 15 dias para se explicar ao órgão, que também apontou que as três regiões concentram 559 pontos viciados de lixo que são depósitos irregulares conhecidos pela administração, que não combate a prática com fiscalização eficiente, ainda segundo o TCM.<br />
A investigação feita nas ruas por técnicos do tribunal mostra também que a coleta do lixo varrido das ruas é demorada -os resíduos recolhidos pela varrição são colocados em sacos plásticos que ficam à espera da chegada de um caminhão.<br />
&#8220;Na prática, não há critério para recolher o lixo das ruas&#8221;, afirmou o conselheiro Edson Simões, responsável pela fiscalização do trabalho prestado pelas três subprefeituras.<br />
&#8220;Para chegar a essas conclusões, comparamos o plano de trabalho publicado no site da prefeitura com o serviço realizado pelas equipes de varrição nas ruas&#8221;, disse o conselheiro.<br />
&#8220;As subprefeituras são responsáveis pelo gerenciamento, fiscalização e medições dos serviços prestados, mas isso não vem ocorrendo como deveria. Na Sé, por exemplo, só 5% do serviço de varrição é vistoriado pelos fiscais&#8221;, disse Simões.<br />
O número de multas mostra a falta de rigor no trabalho. O relatório aponta que a empresa Construfert -responsável pela região central -não foi autuada pela prefeitura neste período.<br />
As conclusões serviram de base para a elaboração de um questionário enviado às subprefeituras citadas. Os responsáveis terão de responder ao órgão, por exemplo, quantos fiscais vigiam o cumprimento dos contratos, qual o plano de trabalho deles, como funciona a aplicação de multas e quanto a prefeitura arrecadou com isso.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Últimas reuniões sobre o Plano Diretor</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 12:59:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Ver também 
Câmara Municipal de São Paulo discute revisão do Plano Diretor em meio a denúncias de ilegalidades e sob suspeição da Sociedade Civil Organizada.

Até segunda-feira haverá audiências públicas em toda a cidade para decidir alterações no documento
FELIPE GRANDIN &#8211; Jornal da Tarde (JT)

felipe.grandin@grupoestado.com.br
Começa hoje a última série de audiências públicas feitas pela Câmara Municipal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ver também </strong></p>
<h2><big><a title="Câmara Municipal de São Paulo discute revisão do Plano Diretor em meio a denúncias de ilegalidades e sob suspeição da Sociedade Civil Organizada." rel="bookmark" href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/camara-municipal-de-sao-paulo-discute-revisao-do-plano-diretor-em-meio-a-denuncias-de-ilegalidades-e-sob-suspeicao-da-sociedade-civil-organizada/">Câmara Municipal de São Paulo discute revisão do Plano Diretor em meio a denúncias de ilegalidades e sob suspeição da Sociedade Civil Organizada.</a></big></h2>
<p><img class="aligncenter" src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/d963d_4.19.imagem_planodiretorsp.jpg" border="0" alt="" width="340" /></p>
<p><strong>Até segunda-feira haverá audiências públicas em toda a cidade para decidir alterações no documento</strong></p>
<h2><em><span>FELIPE GRANDIN &#8211; Jornal da Tarde (JT)</span><br />
</em></h2>
<p><em>felipe.grandin@grupoestado.com.br</em></p>
<p>Começa hoje a última série de audiências públicas feitas pela Câmara Municipal para discutir a revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo, um instrumento da política de desenvolvimento urbano. Até segunda-feira, serão feitas reuniões abertas à população nas cinco regiões da cidade para apresentar as principais alterações que devem ser feitas pela Comissão de Política Urbana na proposta encaminhada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).</p>
<p>O relatório deve ser aprovado pela comissão até o fim do mês e, em seguida, encaminhado para o restante dos vereadores. A proposta, no entanto, só deve ser votada no plenário em 2010.</p>
<p>Até hoje, foram feitas 37 audiências públicas &#8211; uma na Câmara, cinco regionais e uma em cada subprefeitura da cidade. Nas reuniões dos próximos dias, serão apresentados os resultados desses encontros, por isso são chamadas de audiências devolutivas. Quem não puder participar, pode encaminhar sugestões para o e-mail revisaoplanodiretor@camara.sp.gov.br.</p>
<p>Pela primeira vez, o relator e líder do governo na Casa, José Police Neto (PSDB), afirmou que irá atender às demandas de grupos críticos à proposta e retirar do seu relatório todos os itens que alterem o zoneamento ou mudem os estoques de potencial construtivo da cidade.</p>
<p>Em linhas gerais, o zoneamento determina o que e quanto pode ser construído em cada quadra da cidade &#8211; se uma casa ou um edifício, uma quitanda ou um shopping, uma área de preservação ambiental. Já os estoques foram criados para impedir a construção sem controle nas áreas mais procuradas da cidade. Para isso, foi estabelecido um limite de construção para cada bairro.</p>
<p>“Qualquer mudança que possa resultar em alteração de zoneamento e de estoque será descartada”, diz Police Neto. “Essas questões serão discutidas posteriormente, na revisão da lei de uso e ocupação do solo.”</p>
<p><strong>Alterações<br />
</strong><br />
Segundo ele, a intenção é se ater às políticas de desenvolvimento urbano, retirando os itens que tratam da aplicação dessas diretrizes em áreas específicas da cidade. O vereador não disse, no entanto, que itens seriam excluídos.</p>
<p>Por essa lógica, no entanto, seriam abolidos artigos como o que cria a transferência de potencial construtivo, usado em áreas destinadas a conjuntos habitacionais. Por meio desse instrumento, o dono do terreno pode construir as moradias em outro local, valorizando sua propriedade.</p>
<p>Outra mudança prevista é a volta das macroáreas &#8211; divisão da cidade em quatro áreas, cada uma com regras específicas para intervenções urbanas. No texto da revisão enviado à Câmara, há apenas duas divisões &#8211; uma área de proteção ambiental e outra destinada à urbanização.</p>
<p>Além dessas alterações, já havia sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara uma emenda para incluir novamente as políticas sociais, que haviam sido excluídas da proposta de revisão enviada por Kassab. Os artigos tratam de temas como saúde, educação e inclusão social.</p>
<p><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in" src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/bd9b5_anatel_kassab.jpg" alt="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/bd9b5_anatel_kassab.jpg" width="490" height="368" /></p>
<p><strong><span>Sociedade civil critica o projeto</span></strong></p>
<p>A alteração do zoneamento e dos estoques é o principal alvo das críticas de organizações da sociedade civil que criaram uma frente contra a proposta encaminhada por Gilberto Kassab. O processo é questionado na Justiça pelo Ministério Público (MP), que entrou com uma ação a pedido do grupo. As audiências públicas chegaram a ser suspensas em agosto, mas foram liberadas novamente.</p>
<p>Segundo as 189 organizações que fazem parte da frente, a revisão que está em andamento extrapola os limites previstos na lei e atende a interesses do setor imobiliário ao permitir a construção de mais imóveis em bairros já saturados da cidade.</p>
<p>“O projeto aumenta as áreas onde você pode construir mais imóveis”, afirma Heitor Tommazzini, presidente do Movimento Defenda São Paulo, que lidera a frente contra a revisão do Plano Diretor. Segundo ele, as audiências devolutivas foram marcadas em cima da hora. “Nem podemos nos preparar porque não temos ideia do que vai ser apresentado.”</p>
<p>O grupo sustenta que o fato de 14 vereadores terem sido cassados em primeira instância por recebimento de doações irregulares da Associação Imobiliária Brasileira os impede de analisar o Plano Diretor, que é de interesse do setor imobiliário. Segundo eles, como outros 15 parlamentares estão sendo julgados pelo mesmo motivo, também não poderiam analisar o projeto. Os vereadores negam a influência do setor.</p>
<p><strong>CALENDÁRIO</strong></p>
<p>Hoje, 10 horas: Centro de Formação e Cultura Rua do Contorno, s/n, Itaquera</p>
<p>Hoje, 15 horas: Instituto Butantã, Avenida Vital Brasil, 1.500, Butantã</p>
<p>Amanhã, 10 horas: Auditório Elis Regina, Av. Olavo Fontoura, 1.209, Anhembi</p>
<p>Amanhã, 15 horas: Clube Banespa, Av. Santo Amaro, 5.355</p>
<p>Segunda-feira, 19 horas: Fecomércio, Rua Dr. Plínio Barreto, 285, 3º andar, Bela Vista</p>
<p><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in" src="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/3e918_belavista.jpg" alt="http://blogs.ig.com.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/3e918_belavista.jpg" width="503" height="349" /></p>
<p><span><strong>Revisão deveria ter sido feita há mais de três anos</strong></span></p>
<p>O Plano Diretor Estratégico (PDE) foi criado em 2002 e deveria ter sido revisado em 2006. A Prefeitura encaminhou um projeto de lei com esse objetivo naquele ano, mas teve de retirá-lo após decisão judicial. Em 2007, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) enviou nova proposta, que está em tramitação na Câmara Municipal. Desde então, vem sofrendo críticas de organizações da sociedade civil e do Ministério Público, que move duas ações na Justiça contra a revisão.<br />
O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) e agora é analisado pela Comissão de Política Urbana. Para entrar em vigor, precisa ser aprovado pela maioria dos 55 vereadores da Casa em duas votações, o que só deve acontecer em 2010.</p>
<p><strong>E EU COM ISSO?</strong></p>
<p>O plano diretor é a legislação que orienta o desenvolvimento urbano da cidade de São Paulo. É o que determina às intituições públicas e privadas como e para onde a capital vai crescer.</p>
<p>Lei define como e para onde a cidade vai crescer</p>
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